Os pontos-chave que podem ajudar os negócios familiares

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Alguns negócios familiares foram, literalmente, despedaçados pelas emoções e pensamentos de herdeiros que se sentem rejeitados e saem da empresa familiar direto para tribunais em busca de vingança ou justiça. Alguns negócios familiares foram, literalmente, despedaçados pelas emoções e pensamentos de herdeiros que se sentem rejeitados e saem da empresa familiar direto para tribunais em busca de vingança ou justiça. Negócios de família não devem dar uma esperança realística de se livrar de todos os problemas gerados por desavenças entre irmãos ou parentes. É inerente à sua própria natureza. O máximo que podem querer é minimizar os conflitos

Maneiras de se lidar com os conflitos ? Em termos gerais, os dirigentes de negócios familiares têm duas opções para lidar com as rivalidades: o modo arbitrário ou o modo gerenciado. Ao examinar esses dois modos, podemos oferecer idéias e sugestões para que as pessoas andem com mais eficiência pelo campo minado que são as rivalidades entre parentes.

O modo arbitrário

Passar todo o poder e riqueza da família apenas ao filho mais velho é a técnica mais usada por diversas gerações e países para lidar com assuntos relativos a parentesco. Já nossas doutrinas culturais, que prezam o mérito e a distribuição justa não permitem que a lei do primogênito seja instituída. Entretanto, esse modo de pensar é algumas vezes aplicado quando se trata de empresas.

Em muitos negócios familiares, a geração dos fundadores cria acordos de cavalheiro implícitos dando ao irmão mais velho a primazia em assuntos que envolvem vários irmãos. Um exemplo famoso é a família Bingham, cujo desmantelamento de seu império de mídia foi amplamente noticiado.

Essa escolha arbitrária pode funcionar por algum tempo, enquanto os irmãos são jovens e a lei da força prevalece. Essa lei faz com que o tamanho físico e o desenvolvimento intelectual dos pais e do irmão mais velho dominem. Mas a transferência de tal doutrina para os negócios da família é frágil.

Irmãos em um negócio familiar podem concordar em continuar com o sistema de casa devido ao hábito e a idéia de manter a família junta. Mas quase sempre isso está fadado ao fracasso ao longo prazo. Cedo ou tarde, os irmãos crescem e descobrem que não querem continuar a farsa pela vida adulta afora. Em nossa experiência como consultores, trabalhamos com um bom número de membros de gerações mais antigas que temiam por suas crianças. Sabiam que os filhos iriam passar pelo mesma dor, perda, desapontamentos entre irmãos que eles passaram.

Nota da Redação: Os Bingham eram donos, em seu auge, de dois jornais, uma estação de TV e uma de rádio. A história da fortuna e poder da família começou em 1916, quando o coronel Robert Bingham casou com a viúva mais rica dos Estados Unidos na época. Foi um casamento curto. Apenas oito meses, nos quais ela ofereceu ao marido cinco milhões de dólares para que ele pagasse as dívidas e comprasse um jornal, e morreu de maneira misteriosa logo depois. Se a história da família começou mal, piorou muito com o tempo. Em 1985, três irmãos se digladiavam no comando da corporação: Barry Bingham Jr., tornado presidente da empresa por ser o irmão mais velho, e suas irmãs Marie e Sally, no conselho dos diretores. A pressão foi tamanha que Barry pediu que a diretoria apresentasse um plano confidencial para a venda da empresa. Sally, ao ouvir isso, vendeu imediatamente sua parte na empresa e passou todos os planos e outras informações confidenciais para um repórter do New York Times. Com isso, as ofertas de compra foram retiradas, o fisco local pediu explicações sobre alguns números publicados no jornal e os diretores pediram a cabeça de Barry e Sally. Restou-lhes a falência.

O modo gerenciado

Irmãos que aprendem a gerenciar suas diferenças e rivalidade, freqüentemente se tornam muito mais próximos e desenvolvem uma confiança mútua. Eles podem usar essa intimidade em seus relacionamentos como um importante diferencial pessoal e de negócios. Como resultado, tanto o lado familiar como o profissional se beneficiam desse sistema de valores.

O desafio, então, é fazer com que irmãos e irmãs trabalhem suas diferenças e aprendam a se relacionar. Isso é feito difundindo as noções sobre os dois mais importantes assuntos que levam a discussões entre irmãos: sucessão e compensação.

Em muitos negócios familiares, a questão da sucessão (seleção da pessoa ou pessoas que tomarão conta de tudo quando o pai ou fundador morrer) eleva ao máximo a tensão entre irmãos. Com freqüência, o assunto nunca é discutido ou sequer mencionado, seja porque a questão é impossível de resolver ou, no mínimo, exige a tomada de uma decisão difícil e dolorosa.

Da mesma forma, a questão da compensação freqüentemente inflama as tensões dormentes entre irmãos. Entre aqueles que trabalham na empresa da família, há a questão de até onde todos devem receber o mesmo, mesmo que a contribuição de cada indivíduo para a empresa seja diferente. Disputas também podem surgir entre aqueles que possuem ações ou parte da empresa e exercem cargos de gestão e aqueles que possuem uma participação acionária, mas não gerenciam nada.

Diluindo tensões ? A maneira mais efetiva de diluir esses possíveis problemas é fazer cada membro da família concordar em participar em um diálogo franco com todos os outros membros. Pode ser que seja necessário recorrer a especialistas (psicólogos, por exemplo) para facilitar o diálogo no começo, ou em pontos mais difíceis que surgirão. Durante esse diálogo, o mais importante é o processo de comunicação em si. Ao mesmo tempo, problemas e questões referentes ao negócio da família podem ser discutidos. Por exemplo, uma família pode examinar e lidar com assuntos sobre a futura liderança dos negócios e pagamento e compensação dos herdeiros. Ao colocar esses assuntos para que todos opinem sobre eles em um diálogo construtivo, as pessoas envolvidas estão, ao mesmo tempo, diminuindo a rivalidade entre irmãos e irmãs.

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