OS SEGREDOS DO GUARDA-ROUPA CORPORATIVO

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Você pode achar que o que veste não tem importância nenhuma na sua escalada para o sucesso. E que aquela camisa verde limão com a calça cor de abóbora até que tem um certo charme. Ou então que, ora, se aquele paletó não causou nenhum problema para seu avô em 20 anos, não trará problemas para você também.

Acontece que as roupas é que dizem todas as coisas que não se quer dizer com a boca.

E o que são essas coisas? Existem as mensagens óbvias, como “Acabei de comer um sanduíche com muita mostarda”. Mas existem dezenas de menagens mais sutis, com “Não tenho certeza de quem sou”. “Não acho que tenho calibre executivo”. “Não acho que sou melhor que você”.

Sua vestimenta diz aos outros o que você pensa de si próprio e, pasme, o que pensa deles. Saber escolher o traje apropriado mostra que você tens profundo conhecimento e domínio de sua pessoa. Isso transmite a mensagem de que você sabe quem é e quem são seus pares, assim como seus chefes. Você não se sobressai (a menos que precise) e não desaparece no cenário (a menos que queira).

Como você percebe, a linha é tênue, mas fácil de ser compreendida. Apenas dê uma olhada naqueles que o cercam. O que eles estão vestindo? Por exemplo, aqui na Editora Quantum, quando alguém aparece de gravata, a pergunta é imediata:

– Ué, aonde você vai?! Tá vindo daonde?

Existem milhares de regras não escritas em cada empresa, e a do visual é a mais fácil de ser percebida.

SIGA O LÍDER

A principal regra para escolha do guarda-roupa: vista-se para a cultura corporativa. A roupa no trabalho não tem que ver com gosto, a menos que isso seja importante em sua área.

Se na companhia em que você trabalha todo mundo usa conjunto de calça e jaquetão de poliéster azul, é melhor você começar a comprar poliéster também. Por exemplo, muitos lugares exigem que os homens trabalhem de paletó e gravata, mas, no minuto em que chegam no escritório, tiram o paletó, penduram atrás da porta e só vestem novamente quando vão embora. Se ficam com o paletó durante o dia, as pessoas acham que ou vão a um enterro ou a uma entrevista de seleção.

Pouco importa se isso não faz sentido. Siga o líder.

Segunda regra principal: vista-se de acordo com sua posição. Se você é um mensageiro, não use um terno de três peças. Se é um vice-presidente, não use jeans, a menos que o presidente o faça. É simples assim.

PEQUENOS DETALHES

Digamos que você esteja m conformidade com o básico. Cuidado: são os acessórios que fazem diferença.

Para os homens:

? Os relógios são basicamente carros esportivos no pulso dos homens. Eles prestam atenção aos relógios dos outros. Em suma, os relógios variam daqueles que dizem: “Sou muito rico e quero que você saiba disso” até “Sou bom demais para me preocupar com dinheiro”. Entre esses dois tipos existem aqueles que acompanham a moda, e usam algo tão avançado que dificilmente pode ser identificado como um dispositivo de tempo. Tem também aquele que está desesperado por atenção, e parte para algo bizarro como um relógio do Mickey Mouse. Agora, nada é tão perigoso quanto um relógio de bolso, em moda na década passada. Dificilmente alguém que o usa é levado muito a sério. A não ser, lógico, que tenha mais de 80 anos.

? Os sapatos contam outra história. Um executivo de banco usa sapatos de cadarço, bico chato ou fino. Provavelmente seria demitido se não usasse. Mocassim com pingente significa que você não trabalha num local muito formal. Sapatos brilhando importam se você trabalha numa empresa com chefes mais velhos e tradicionais.

? As gravatas são outro importante meio de divulgação masculina. Você quer ser notado ou ignorado? Na próxima vez em que vir Donald Trump na televisão, observe sua gravata – se conseguir fazer isso sem óculos escuros. Ele quer ser notado…

? Nota final sobre acessórios masculinos: não seja o único pavão em uma gaiola de pombos. Regra inversa: não seja o único pombo em uma gaiola de pavões. Se todos os homens em sua empresa usam anel no dedo mínimo, corrente de ouro e sapatos brancos, então é melhor você considerar a idéia de renovar o guarda-roupa.

Para as mulheres:

? A grande maioria das mulheres em ascensão já tingiu os cabelos quando chega aos quarenta e cinco. E se querem parecer arrumadas, não podem deixar as raízes aparecendo. Isso quer dizer ir ao cabeleireiro todo mês, que por sua vez significa investir um bocado de tempo e dinheiro. Portanto, essa rotina de fato diz: “Tenho dinheiro e controle sobre minha agenda suficientes para cuidar do cabelo regularmente”. E mais: lembre-se que a cor também é importante.

? Assim como os homens observam os relógios de seus pares, as mulheres observam as unhas das outras. As executivas não pintam desenhos nas unhas nem as cravejam com pedras. Se você quer ser levada a sério, suas unhas devem ser iguais às de qualquer outra mulher corporativa. Para isso, você precisa agendar um horário permanente com a Cidinha ou a Socorro. A mensagem se repete: “Tenho controle absoluto sobre minha pessoa e meu tempo”. E tome cuidado com a cor. Você pode se diferenciar sem usar o esmalte azul daquela artista.

? Nem é preciso dizer que roupas curtas e decotadas devem ficar apenas para as horas de lazer se você quer realmente ser levada a sério em sua empresa.

O importante é ser notado não pelo que se veste, mas pelo que se é. Pela competência, eficiência, autoconfiança, simpatia, bom humor. Apenas cuide para que seu guarda-roupa não destoe da imagem que quer passar aos outros. Deixe a camisa verde limão para o fim de semana.

Fonte: O Trabalho Seria Ótimo se não Fossem… as Pessoas, de Ronna Lichtenberg. Makron Books – Informações ao leitor: (11) 3078-8664. Site: www.makron.com.br

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