De acordo com uma reportagem de Rodney Ho no The Wall Street Journal, automóveis estão crescendo como mídia. Uma empresa americana chamada Autowraps paga até US$ 400 por mês para que pessoas pintem seus carros com propaganda. O custo para o anunciante fica entre US$ 1000 e 2000 por carro, sendo que a Autowraps embolsa a diferença. O site Yahoo! é um dos principais anunciantes. Outra empresa, a Freecar.com, seleciona clientes e lhes dá o direito de utilizar gratuitamente um carro por até dois anos, com o leasing do veículo sendo pago pelos anunciantes. Um americano típico dirige cerca de 800 milhas por mês (mais ou menos 1320 quilômetros). As empresas estão instalando sistemas de GPS (Global Positioning System) para saber onde o carro está e quanto ele anda por mês. Mas as pessoas não reclamam. Diz um entrevistado: “Ajuda a pagar a gasolina, cujos preços estão exorbitantes”.
Museus viram festa
Os museus sempre vistos como centros culturais sérios e vetustos, estão começando a organizar festas para jovens adultos (entre 20 e 30 anos). Dinheiro é o nome do jogo (ou da dança, no caso). Muitos museus têm problemas para manter-se financeiramente, dependendo diretamente de ajuda do governo. Então, alguns deles têm alugado espaço para que profissionais da night organizem suas raves. O Museu de Arte Moderna de Dallas, por exemplo, está faturando dois milhões de dólares por ano com as raves. Infelizmente, o pessoal não parece apreciar muito a arte em volta. Chegam quando os portões abrem, começam a beber, derrubam comida e bebida no chão, mexem em tudo… coisas que você pode imaginar que aconteçam numa festa cheia de hormônios e álcool. De deixar as velhinhas e velhinhos de plantão de cabelos arrepiados. Mas… se dá dinheiro e permite que o Museu continue funcionando… por que não tomar algumas precauções (cobrando R$ 100 a entrada, por exemplo) e tentar aqui no Brasil? Tenho certeza de que os Museus poderiam usar melhor o dinheiro do que os donos de casas noturnas e bingos que andam por aí.
Atores cibernéticos invadem o palco
Para fugir dos custos e uma outra série de fatores, alguns anunciantes e agências de propaganda estão trocando atores por animações gráficas feitas em computador. Os efeitos especiais de hoje já permitem criar personagens que andam e falam na tela, indistinguíveis de uma pessoa normal. Mark DiMassimo, diretor de criação da DiMassimo Brand Advertising, diz que muito em breve veremos marcas inteiras baseadas em personagens humanos virtuais. Será que o garoto propaganda da Bombril vai perder o emprego?
Preço fixo é uma coisa pré-histórica
Para o professor Clay Shirky, do Hunter College, “na economia da informação, preços fixos serão uma anomalia”. Shirky nota que a economia clássica endossa o conceito de preços variáveis “como a forma mais eficiente de equilibrar oferta e demanda”. Entretanto, a revolução industrial criou a figura do preço fixo, embora tenha sido “uma solução rápida mas inelegante para o problema de vender o mesmo produto em lugares diferentes”, segundo o professor. O elemento que faltava – informação – sempre causou nós e gargalos, tanto de oferta quanto de demanda. A Internet hoje já pode consertar esse problema “não apenas porque preços eletrônicos podem ser corrigidos automaticamente, mas também porque podemos passar a ter relatórios instantâneos sobre as reações dos consumidores”. O professor diz que mercados de luxo, como diamantes por exemplo, podem ser uma exceção, porque nesses casos “o preço alto faz parte do glamour do produto”, notando também que “seria fácil segmentar o preço de um jornal por CEP, mas teríamos tanta gente reclamando que provavelmente não valeria a pena”. Shirky prevê que a habilidade da Internet de juntar informação instantânea sobre oferta e demanda vai mudar os negócios de todas as empresas, conforme mais pessoas entrarem e começarem a transacionar na rede. “A maioria dos preços terá uma relativa estabilidade, mas, quando algumas circunstâncias mudarem, os preços serão ajustados muito mais rapidamente do que são hoje”, finaliza Shirky.
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