Pague Menos: inovação, conveniência e cidadania

Pague Menos: inovação, conveniência e cidadania Ninguém deseja comprar remédios, mas todo mundo acaba tendo de recorrer às farmácias de vez em quando. Essa idéia de que a venda de remédios não depende do momento econômico que o País vive ou até mesmo da situação financeira de cada consumidor (já que saúde vem sempre antes de qualquer coisa) foi um dos fatores que levaram Francisco Deusmar Queirós a investir no ramo.

Ainda jovem, Deusmar deixou a cidade de Amontada, no sertão do Ceará, para estudar Economia na capital Fortaleza. Depois de se formar, tornou-se professor. Mas ele sonhava mais alto, desejava trazer novidades à sociedade: ?O problema era que eu não fazia idéia do que iria vender: sapatos, roupas, alimentos… podia ser qualquer coisa. Foi aí que meu cunhado me apresentou um amigo que entendia de farmácias e eu percebi que era um bom investimento. Os remédios são itens de primeira necessidade para os consumidores, além de não existir sazonalidade nessa área?.

A partir de então, o empreendedor juntou as economias, estudou sobre o assunto e, em 19 de maio de 1981, em parceria com seu cunhado Ubiranilson Alves, inaugurou a primeira loja da rede Pague Menos, em Fortaleza, CE.

O começo ? O jovem Deusmar sempre acreditou que ?um grande navegador só é grande depois de ter passado por pelo menos uma grande tempestade?. E a Pague Menos, no começo de sua caminhada para o sucesso, enfrentou várias grandes tempestades.

Com 20 funcionários, a primeira loja da rede já queria inovar. Para Patriciana Rodrigues, diretora-comercial da Pague Menos e filha de Deusmar, a resistência do mercado com relação a essa quebra de paradigmas sempre foi a maior barreira encontrada pela empresa para conseguir crescer. ?Não foi e ainda não é fácil trabalhar com o conceito de drugstores. Em muitos estados em que atuamos, temos uma banca de advogados para defender nossa crença de que não é errado vender água, suco, chá e sorvete em uma farmácia?, declara.

Além disso, outras idéias consideradas ?revolucionárias? no começo da década de 80 chocaram a sociedade. A Pague Menos foi a primeira rede de farmácias a se preocupar com o cliente que precisava fazer compras de medicamentos durante a madrugada. Ao contrário das outras redes, ela retirou as portas das lojas e manteve o atendimento normal aos seus clientes, mesmo durante a madrugada. Com certeza, foi uma inovação para a época, e muitas críticas recaíram sobre a empresa.

Nesses momentos, a capacidade de repensar atos e frear possíveis erros sempre foram as melhores maneiras encontradas pela Pague Menos para conseguir superar o preconceito com o modo de atuar. E deu certo. Hoje, ela possui mais de 280 lojas e 7,5 mil funcionários espalhados por 21 estados e 60 cidades.

Diferenciais ? Para ganhar a preferência do público e conseguir crescer, a Pague Menos precisa sempre encontrar caminhos para se diferenciar. Patriciana acredita que o maior diferencial da empresa seja o fato de eles se preocuparem com as especificidades das regiões brasileiras em que estão presentes e, conseqüentemente, prestarem serviços diferenciados em cada uma delas. ?Somos experts nas especifidades de cada mercado. Cada região possui suas peculiaridades e estamos muito atentos a cada uma delas?, explica.

Outro fator que coloca a Pague Menos em uma posição de destaque é a preocupação com a sociedade em que está inserida. Hoje, ela desenvolve vários projetos sociais que fazem dela uma ?empresa cidadã?. Entre esses projetos, destacam-se: doação de ambulâncias e cadeiras de rodas, programas de alfabetização e campanhas contra o uso de drogas.

Além disso, o amor do empreendedor pelo seu negócio com certeza faz toda a diferença. ?Realizo-me com a Pague Menos. Ela não é só o meu trabalho, é também o meu hobby e minha inspiração de vida. Amo o que faço?, declara Deusmar.

Próximas metas da Pague Menos
Mesmo com o bom momento vivido pela empresa, os objetivos da Pague Menos visam um crescimento ainda maior. ?Em 2008, começamos a terceira etapa da nossa história, que vai até 2012. Nela, queremos atingir os estados onde ainda não estamos presentes e as cidades com mais de 100 mil habitantes dos estados em que já atuamos. Ao final dessa etapa, queremos ter aproximadamente 400 lojas e 10 mil funcionários em todos os estados do Brasil e em mais de 160 cidades?, explica Patriciana.

Dicas para quem quer empreender
Começar um empreendimento não é nada fácil. Patriciana Rodrigues, diretora-comercial da rede de farmácias Pague Menos e filha do empreendedor Deusmar Queirós, dá as dicas que considera essenciais para o sucesso de um negócio:

» Escolha algo realmente inspirador, pois é fundamental amar o que faz.
» Esteja atento ao maior número de variáveis inerentes ao negócio escolhido.
» Lute por aquilo que acredita.

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