Passo Oito

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Olhar o problema de um outro planeta

Você deve estar surpreso que minha sugestão seja olhar o problema de um outro planeta. Mas às vezes estamos tão próximos ao problema que não conseguimos vê-lo sob um prisma apropriado. Não sabemos quem descobriu a água, mas sabemos que não foi um peixe. Não sabemos quem descobriu o Stress, mas sabemos que não foi um empresário, porque sabemos que eles estão mergulhados nele o tempo todo.

Na parede do meu escritório tenho um grande cartaz com a representação gráfica dos planetas. De um lado, o sol é uma bola enorme, e se distanciando estão Mercúrio, Vênus, depois a Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão. Apontando para o pequeno azul e branco planeta Terra está uma seta que diz: “Você está aqui.” Isso me dá a perspectiva das coisas!

Transportando-se para um outro lugar, ou talvez para uma outra pessoa, você poderá se livrar de algumas das suas velhas noções e encontrar novas.

Passo Nove

Desfocalizar o problema

Desfocalizar o problema é tão importante quanto focalizá-lo. Um exemplo disso é Maiy Kay Ash, fundadora do gigante complexo industrial de cosméticos, a Mary Kay Cosmetics. Ela trabalhava com vendas por catálogo e queria escrever um livro para ajudar mulheres como ela, que estavam sendo subaproveitadas profissionalmente. A sua idéia era ajudar outras mulheres a vencer os obstáculos que ela havia encontrado. Entretanto, ela não sabia como escrever um livro, e começou a relacionar os fatores que limitavam as mulheres na profissão. Depois enumerou os fatores positivos que ajudavam as mulheres a serem bem-sucedidas. Sem perceber, ela escreveu o plano de Marketing para a sua empresa. O ramo de negócio que lhe ocorreu evitava todas as armadilhas e oferecia todas as oportunidades. Daí ela construiu uma indústria que rende 800 milhões de dólares por ano. Se ela tivesse se concentrado em escrever o livro, isso nunca teria acontecido. Ela acabou escrevendo o livro que se tornou um best-seller: Maiy Kay on People Management.
Passo Dez

Olhar o Problema com es olhes de uma criança

Olhe o seu problema como se ele estivesse sendo explicado pela primeira vez. Pense como você reagiria. Por exemplo, você pode estar diante de um problema de subtração patrimonial em uma das suas fábricas. A sua tendência é enfrentar corajosamente o problema e contratar detetives ou aumentar o número de guardas para vigiar os empregados. É possível que uma criança perguntasse: “Quanto lhe custam esses seguranças? Quanto é que os empregados estão lhe furtando?” Pode ser que esses seguranças estejam lhe saindo mais caro do que os artigos furtados. Então uma criança poderia dizer: “Por que você não dispensa todos esses seguranças e acredita nos seus empregados?”

Aliás, conheço uma empresa que fez exatamente isto. Diante de um problema de furto, a empresa eliminou as despesas com seguranças, que representava mais do que a quantidade de artigos furtados. Foi dito aos empregados então que a empresa acreditava neles e que futuramente ela esperava que eles se policiassem uns aos outros, de modo a que ninguém deixasse a equipe na mão. Para surpresa e satisfação da administração, os furtos passaram a ser quase inexistentes, e a redução com despesas de segurança gerou um aumento de receita para a empresa.

A síntese criativa oferece meios de expandirmos as nossas opções para tomar uma decisão, uma técnica que chamo de pensamento divergente ou expansão das possibilidades. Tire um tempinho para rever os passos que acabamos de relacionar. Talvez exista um problema nesse momento que você tenha condições de resolver utilizando estas técnicas. Na maioria destes métodos, a sua imaginação é o critério mais importante de que você precisa. Você se lembra do diretor com o pé em cima da mesa? Pode não ser má idéia se conceder alguns minutos para se entregar aos seus devaneios todos os dias.

Texto baseado no livro “Decisões Certas e Seguras Sempre!”, de Roger Dawson. Reproduzido com autorização da Editora Campus. Para adquirir este ou outros livros sobre Vendas e Marketing, ligue para a própria editora Campus: (021) 221-5340 ou escreva para: R. 7 de setembro, 111 – 16º Andar – Rio de Janeiro – RJ – 20.050-002.

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