No dia dois de maio de 1953 começava a carreira de Paulo Dombech nas Casas Pernambucanas da Praça Tiradentes, em Curitiba. Durante esses anos ele vendeu diversos produtos em vários setores, acompanhou mudanças na empresa e no mercado, terminou o primeiro grau e nunca fez cursos específicos para vendas. Aprendeu com o dia-a-dia que o vendedor deve ajudar e atender bem para que o cliente volte. “Quando o cliente entra na loja eu cumprimento e me coloco no lugar dele, descubro o que deseja comprar e depois faço as vendas adicionais”, diz. Ele conta que certa vez fez uma grande venda de cortinas, mas elas foram mal colocadas e a empresa ligou reclamando. O próprio Dombech foi até o cliente, recolocou as cortinas, pediu desculpas e contornou a situação vendendo tecidos para as janelas que ainda não tinham cortina.
Pontual, honesto e comprometido com a empresa e com o cliente, ele recebeu oportunidades para trocar de emprego, mas nunca aceitou. “Eu gosto mesmo é de vender e confio no meu taco, porque sempre procuro fazer 100% certo”, afirma. As cinco décadas de dedicação lhe renderam estabilidade financeira, clientes fiéis há 45 anos, grandes amigos, reconhecimento da empresa, da família e da sociedade. Dombech foi homenageado pelas Pernambucanas e pelo Sindicato do Comércio de Curiti ba, com direito a cerimônia, quadros, placas e destaque na imprensa local.
“O tempo passou e eu nem vi, porque sempre foi muito gostoso”, diz Dombech, que está aposentado há vinte anos mas continua trabalhando com o mesmo empenho e dedicação. Ele afirma que ainda pretende trabalhar no mínimo mais cinco anos…
“Sinceramente não me acho velho, porque se for preciso tenho pique para levantar cedo e enfrentar qualquer coisa”


