Plano de emergência

Saiba o que deve conter um plano de emergência e saia bem da crise Não quero parecer pessimista, porém tenho de avisar (mais uma vez): acho que 2009 será um ano complicado em termos econômicos e, por conseqüência, de vendas também. A verdade é que viemos de vários anos de crescimento contínuo. Muita gente quebrou recordes de faturamento, vendeu bastante e ganhou muito dinheiro ? o que é sempre ótimo. O problema é que também cria uma certa complacência, um pouco de acomodação e, francamente, uma certa arrogância de achar que a coisa é mais fácil que realmente é.

De qualquer maneira, não acredito que tenhamos uma recessão grave e profunda, e sim uma desaceleração séria, uma diminuição de atividade que não incomodará muito quem possuir uma estrutura enxuta e eficiente, mas que pegará no contrapé de quem estiver com estruturas inchadas e ineficientes, equipes acomodadas e sem diferenciação da concorrência, etc.

Como é melhor prevenir que remediar, recomendo que crie em sua companhia um plano B, de emergência, que só será usado em caso de ?incêndio? ou ?paradeira? geral na economia.

O plano de emergência é genérico e pode ser adaptado a qualquer empresa. Ele contém oito passos bem simples e objetivos ? tive de resumir bastante por causa do espaço, mas dá para entender bem, confira:

1. Baixar custos para manter a margem de lucro e não perder agressividade comercial.

2. Repensar canais de vendas a fim de buscar maneiras cada vez mais eficientes de vender e atender clientes. Marketing direto, por exemplo, é ideal para momentos de crise.

3. Otimizar o uso da internet tanto para promover e divulgar a empresa quanto para vender e fazer atendimento e pós-venda.

4. Focar a fidelização de clientes.

5. Fazer marketing de guerrilha, buscando formas diferentes e criativas de se diferenciar, comunicar essa diferença, encontrar novos clientes e vender mais.

6. Usar o endomarketing e campanhas de incentivo para manter elevado o nível de engajamento da sua equipe mesmo em tempos difíceis.

7. Juntar-se a associações de classe e organizações governamentais. O Brasil tem sorte de possuir instituições fortes e ativas como Sebrae, Senac, Sesc, CDL, Associações Comerciais e Industriais. Aproveite-as, porque, em momentos difíceis, elas podem ajudar muito. Lembre-se de que ?a união faz a força?.

8. Utilizar a inovação. Quer ser realmente agressivo e proativo para lidar com a crise? Então, lance produtos e serviços focados em nichos potencialmente lucrativos ou que, de alguma forma, diminuam os custos dos seus clientes. Quando feitas corretamente, essas inovações mercadológicas ajudam a superar a crise com crescimento, posicionando você de maneira proativa para quando esse momento crítico acabar.

Essa é a lista. Resumidamente, procurei explicar os principais pontos de cada passo. Mas, obviamente, cada um deles demandaria pelo menos uma reunião com sua equipe para listar os principais pontos de importância e aplicação dentro da sua própria empresa, atrelado a um cronograma, metas, etc.

Note que é uma lista ?proativa?, pois não digo em momento algum ?fique quieto e espere a tempestade passar? simplesmente porque não acredito nisso. Sou daqueles que vêem oportunidades, não crise. Espero que você também.

Abraço, boas vendas e um excelente Natal para você e sua família!

Raúl Candeloro

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