Por que tenho que passar por essa mudança?

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Mudança – Ao se ver diante de uma nova situação, o pai de Stacey partiu para ação e resolveu o problema Quando Stacey tinha 12 anos, ela e o pai, um piloto, decolaram numa tarde de domingo para um rápido e divertido passeio no monomotor da família. Pouco tempo depois de levantar vôo, quando sobrevoavam o Lago Michigan, o prazer da aventura evaporou-se subitamente. O motor falhou.

O pai de Stacey virou-se para ela e num tom de voz calmo e seguro disse: “Querida o monomotor falhou. Vou precisar fazer o avião voar de um jeito diferente”. Um frase interessante: “Voar de um jeito diferente”.

Ele sabia que novos desafios e mudanças repentinas exigem estratégias diferentes. As condições mudam, os mercados, mudam, as pessoas mudam. O que dá certo num dia não funciona necessariamente no outro. Precisamos desenvolver um repertório de respostas de modo que estejamos preparados quando nosso motor falhar de repente.

Para fazer o motor voltar a funcionar, eles precisavam de maior velocidade de vôo. O pai de Stacey lhe explicou que tentaria dar a partida novamente enquanto fazia o avião mergulhar. (“Direto para as águas profundas e geladas do Lago Michigan”, eu pensei enquanto ela me contava a história.) Stacey percebeu a gravidade da situação e rapidamente acenou a cabeça, concordando com o plano do pai. (Não foi preciso encaminhar a questão à sede da companhia para uma decisão do conselho).

Seu pai fez o monomotor mergulhar e acionou os controles, mas nada aconteceu. Ele endireitou o avião a meio caminho da água e disse: “Stacey, vamos tentar aquilo de novo. Se segura!” Os dois mergulharam pela segunda vez. O pai de Stacey acionou os comandos de novo à medida que o avião ganhava velocidade e dessa vez o motor pegou, primeiro com alguns promissores roncos entrecortados, depois com o ruído regular a que estavam acostumados.

Cerca de vinte minutos mais tarde, eles aterrissaram em segurança. Nesse ponto, esse cara durão como o Rochedo de Gilbratar, esse pai inabalável, a própria encarnação da coragem, virou-se para a filha de 12 anos e disse: “Agora, meu bem, seja lá o que fizer, não conte o que aconteceu a sua mãe!”

Adoro essa história. Não só pelo que tem de dramática e divertida, mas também pelo que nos ensina sobre como lidar com a mudança. Ao se ver diante de uma nova situação, o pai de Stacey partiu para ação e resolveu o problema. Mas, se tivesse resistido à mudança e desperdiçado seu tempo com lamurias do tipo “Nunca fiz isso desse jeito antes!” ou “Por que tenho de passar por essa mudança?”, os acontecimentos poderiam ter se desenrolado de forma muito diferente.

Você está enfrentando alguma mudança? Algum motor da sua vida tem falhado nos últimos tempos? Se for esse o caso, faça uma pergunta melhor. Eis aqui uma que funciona de verdade: “Como posso me adaptar a este mundo em constante mudança?”

Fonte: Você é mais capaz do pensa (Ed. Sextante), de John Miller.

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