Pule e dance na hora certa

Saiba a diferença entre euforia e motivação Você está ?grávido(a)? de quê? Isso mesmo. O que está carregando que tem deixado você em um estado de tanto entusiasmo e alegria? Se achou estranha a pergunta, saiba que é exatamente este o significado etimológico da palavra, de origem grega, ?euforia?: fertilidade, ter gestação fácil. ?Eu? significa bem e ?phoros?, ato de portar, carregar. Em 1727, passou a significar, em medicina, bem-estar, alegria, sensação de conforto. A razão de escrevermos sobre essa palavrinha é exatamente porque existe um risco alto de confundir um estado eufórico com uma motivação consistente. Pois bem, sem euforia, mas com equilíbrio, vamos mergulhar nesse contexto e preparar-se para produzir e conquistar mais.

Os estados eufóricos estão ligados mais a consequências ou sintomas que a causas. Normalmente, algo aconteceu, acabou e ocasionou ganhos, levando o sujeito a um estado eufórico. Por vezes, o fato ocorrido não acabou, apenas gerou uma grande possibilidade de conquista, também levando o indivíduo a esse estado. O grande problema é exatamente este: a euforia necessita que algo tenha ocorrido para ser alimentada, diferente da motivação que, quando existe, dá vazão e fornece nutrientes para que algo aconteça.

Veja alguns exemplos de razões para euforia no trabalho e a comparação com a motivação: ?O chefe disse que poderei receber um aumento ou promoção, e isso me deixou eufórico? (se isso ocorreu é porque você teve motivação suficiente para, mesmo sem o aumento ou promoção, desempenhar um trabalho à altura de ser digno desse benefício) e ?Meu melhor cliente fez um pedido gigantesco, estou em estado de graça? (cliente nenhum faz um pedido extraordinário a alguém em quem não confia nem gosta do serviço prestado, ou seja, antes de ter conquistado essa condição de confiança e credibilidade, o indivíduo precisou demonstrar algo e, para isso, estar motivado a fim de fazer um trabalho diligente).

Bem, o fato é que não preciso de euforia para conquistar algo, normalmente estou eufórico porque conquistei ? e isso já seria mais que suficiente para entendermos que alguém eufórico não está, necessariamente, preparado para enfrentar um desafio. A razão é simples: a euforia não se alimenta de monstros, como: perigo, medo, risco, adversidade, contrariedade, frustração e erro. Lembre-se de que euforia é a consequência de estar ?carregando? algo bom, que gera sensação de prazer e alegria. Ora, mas são exatamente esses monstros que encontramos quando estamos na jornada ou escalada da conquista de um sonho, objetivo ou meta.

Euforia x motivação ? Nunca vi alguém extremamente eufórico porque uma tentativa foi frustrada. Pois bem, é exatamente aí que entra a motivação consistente. A motivação interior é a força que me move para frente, apesar de tudo. Quando tenho uma razão (motivo) forte o suficiente para me levar ao topo ou à vitória, não me arrefeço ou rendo diante dos contratempos e impropérios que as estradas que levam aos sonhos reservam. Ou seja, minha fonte de inspiração para prosseguir não são as circunstâncias positivas, pois, mesmo que elas não ocorram, tenho força interior suficiente para avançar.

Euforia tem a ver com efemeridade e motivação com permanência. Euforia rima com emoção, motivação com sentimento. Euforia casa com estar, motivação com ser. Euforia é consequência, motivação é causa. A euforia pergunta por que e olha para o passado, a motivação olha para o futuro e indaga para que. Sendo assim, temos de deixar a euforia no campo dos prazeres pessoais como futebol, relações, shows, etc., até porque ela é parte de nossa natureza e faz com que nos sintamos mais vivos. Mas, no campo profissional, tem de reinar a motivação ? rainha soberana de súditos vencedores e felizes.

Por isso, motive-se o suficiente para não se deixar levar pela euforia e, depois de ter conquistado e vencido, grite, urre, pule, dance, celebre, enfim, caia na euforia e folia que acompanham os que vencem.

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