Qualidade no atendimento a clientes

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Qualidade no atendimento a clientes. Artigo Original n.45218

Acredito, sinceramente, que a informática veio para facilitar a vida do consumidor. E que os bancos são um dos setores mais beneficiados com isso, mas… vejam só.

Dia destes, tive que ir ao Unibanco para pagar uma conta e depositar dinheiro. Como parte desse depósito era em dinheiro vivo e a outra em cheque, fui diretamente para a fila do caixa – baseando-me num raciocínio lógico de que uma vez obrigado a entrar na fila, não havia necessidade de utilizar o depósito automático. O Unibanco não aceita dinheiro (cash) nesse tipo de transação.

Para variar, cerca de 15 pessoas a minha frente. Tudo bem. Apenas um caixa funcionando. Tudo bem. Aguardo cerca de 20 minutos até ser atendido – deixei o meu trabalho esperando. Tudo bem.

Finalmente, chega a minha vez. Apresento os documentos para a moça do caixa e eis que, para minha surpresa, ela me diz que depósitos em cheque não são "aceitos" pela máquiina. Percebeu? Repito: depósitos em cheque não são aceitos pela máquina.

Ou seja, apenas posso depositar o dinheiro em espécie, pagar a conta e… voltar ao depósito automático.

Insisto:

– Como não aceita?! E se não houver luz? Pára tudo? Ninguém mais sabe escrever ou usar bloquetos? E se, por acaso, não houver ninguém na fila? E, ao contrário, se as ilhas do depósito automático estiverem cheias (o que não é difícil, em função do tamanho reduzido delas), não existe a possibilidade de se utilizarem os serviços do caixa? Pois nessa situação o beneficiado em tempo é o cliente.

– Infelizmente, senhor, a máquina não aceita!

Era essa a resposta. Única. Fria.

Procurei uma atendente do banco para realizar a queixa contra um sistema que não se baseava na racionalidade e na inteligência, uma vez que ele deve facilitar a vida do cliente e não complicá-la!

Realmente queria uma resposta que pudesse fazer sentido. Não havia.

A atendente limitava-se a pedir desculpas e a indicar os envelopes de depósito automático.

Profundamente irritante, ainda mais se considerarmos que pagamos elevadas taxas por cartão 24 horas, talão de cheque extra, renovação de cheque especial, extratos, e por aí vai.

Quer mais? Em síntese, estamos economizando o tempo dos caixas, perdendo o nosso, realizando um trabalho braçal não remunerado, muitas vezes extremamente desconfortável em vista do tamanho das malditas ilhas e otimizando o tempo do banco… e não me dão opção. É dose! É desrespeito!

Honestamente, não posso conceber que um caixa de banco não aceite depósitos em cheque. E um contra-senso.

Senhores, o consumidor não é burro!

E lá se vão milhões em propaganda e marketing, Bill Gates e Unibanco 30 Horas.

P.S.:
Em abril estaremos realizando em Curitiba um evento sobre excêlencia no atendimento a clientes. Contará com a presença de Júlio Lobos, autor de Encantando o Cliente e Sergio Almeida, autor de Cliente,Eu não vivo sem você. Em junho será em São Paulo. Tem muita gente que deveria assistir e aprender o que estes senhores têm a dizer. Não percam.

Raúl Candeloro
Editor

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