Um líder honesto é menos propenso a ter manipuladores entre seus seguidores Um líder também é vulnerável. Pode enveredar pelo mau caminho assim como seus seguidores ? aliás, pode ser desencaminhado pelos próprios subordinados. Isso ocorre de várias maneiras.
Às vezes, um bom líder toma decisões equivocadas porque seus seguidores, embora bem-intencionados, são persuasivos em relação a um curso de ação. É um problema sobretudo para o líder que atrai seguidores fortes, a quem delega poderes. Esse líder deve encarar a visão da maioria com mais ceticismo e levar os seguidores a examinar suas opiniões com mais atenção.
Outras vezes, o líder se vê em apuros porque está cercado de seguidores que o iludem com a adulação e o isolam da desconfortável realidade. Líderes carismáticos, mais suscetíveis a esse problema, precisam fazer um esforço extra para detectar discordâncias e identificar seguidores com coragem para colocar o dedo na ferida. Mecanismos organizacionais como feedback de 360 graus e o coaching de executivos podem ajudar um líder desses a desencavar a verdade na empresa.
Por fim, seguidores inescrupulosos e ambiciosos podem usurpar a autoridade do líder de forma que ele se torne pouco mais do que um fantoche com responsabilidades imensas e poder zero. Para um líder, é muito difícil se proteger totalmente de algo determinado na empresa, embora aquele que transmita valores positivos e que os viva na prática esteja mais resguardado. E, uma vez que um seguidor tende a seguir o exemplo do superior, um líder honesto é menos propenso a ter manipuladores entre seus seguidores.
A professora da George Washington University, Lynn Offermann, explora cada uma dessas dinâmicas em profundidade, defendendo a tese de que o líder precisa estimular o debate, buscar amigos capazes de trazer más notícias e transmitir valores sólidos, na teoria e na prática.
Extraído da Harvard Business Review Brasil.
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