Quanto vale um mágico, um guerreiro, um ladrão, duas casas, 120.000 peças de ouro e uma armadura com espadas, arco e flecha?

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Depende. No caso real acima, um jovem de 21 anos colocou tudo isso para ser leiloado no eBay (eBay é o maior site de leilões na Internet), e conseguiu 510 dólares. Pode parecer pouco, mas não é: a lista inteira acima não existe de verdade – é tudo virtual. A nova febre do momento na Internet são os jogos virtuais na forma de comunidade. O mais antigo e famoso, Ultima Online, já tem 125.000 jogadores ativos, pagando US$ 10 para passar, em média, 17 horas por semana movimentando seus avatares através de mundos imaginários – tudo no computador. Avatar é o personagem que você cria para que o represente no mundo virtual. É você dentro do computador, com a vantagem que – como tudo é virtual – podem existir muitos vocês.

Castelos bem localizados, que já vem com sua população treinada e até com poderes mágicos chegam a custar 3000 dólares (de verdade) nesse mundo eletrônico da fantasia. A coisa está tão desenvolvida que tem até a cotação do dia das peças de ouro em relação ao dólar – variação cambial virtual.

Parece loucura? Pois é o futuro. Lá dentro existem mercados, pescadores, artesãos, guerreiros, mágicos, ladrões, etc. Até leis eles tiveram que começar a criar, de tanta gente que tem (quantas cidades no Brasil tem 125.000 habitantes?). Alguns entraram só para sair matando todo mundo que encontram pela frente. Mas logo a notícia se espalhou, e os próprios habitantes virtuais começaram a escrever leis, punir bandidos, etc. Por exemplo, quem mata mais de uma vez passa a exibir um símbolo na testa, para que todos possam identificá-lo.

Engraçado é que algumas pessoas dedicam-se a batalhas lá dentro, enquanto outros preferem negociar e ganhar dinheiro vendendo todo tipo de parafernália virtual. Ou seja, se você é um bom vendedor, pode ganhar milhares de peças virtuais de ouro.

E o que tem isso a ver com Vendas? Absolutamente tudo. Diversas pesquisas já demonstraram que, por mais alto que esteja o índice de desemprego, a imensa maioria dos desempregados tem menos de 10 anos de estudo, ou seja, a coisa é localizada. Tanto que a briga foi sempre por mais facilidade de acesso ao ensino público, crianças na escola, etc. Agora estamos indo além. Existe uma diferenciação cada vez mais clara entre quem sabe mexer num computador e quem ainda se nega. Felizmente, isso está mudando. Segundo especialistas do setor, em reportagem da Gazeta Mercantil, já teremos no Brasil, no ano que vem, mais gente com acesso à Internet em casa do que com TV a cabo.

Além disso, é cada vez mais comum nos cadernos de Informática dos grandes jornais, ler histórias de sucesso de empresas que informatizaram suas equipes de venda – com laptops, palm tops, etc. Os resultados são fantásticos, como pudemos ver em edições passadas na coluna Supervendedores, com o pessoal da Chocolates Garoto.

Tem gente que diz que nada vai mudar, que não vale a pena. etc. Mas se você não sabe o que é um avatar, fuzzy logic, nunca visitou a eBay – você não tem a mínima noção do que está acontecendo no mundo das vendas. A tendência na área comercial é cada vez mais clara – a Internet reduz custos, facilita o Marketing 1:1 (ao contrário do que pensam os puritanos, que acham que isso deve ser feito de maneira pessoal – o que é impossível) e, principalmente, está mexendo fundo na maneira como produtos (hoje) e serviços (ainda embrionário) estão sendo precificados e vendidos.

Então este mês, pare de dar desculpas, compre um computador – mesmo que usado – e entre nesse mundo virtual. Aproveite para visitar nosso site VendaMais (www.vendamais.com.br), assinar nossa newsletter grátis, mandar um e-mail para mim dizendo o que acha da nossa revista (candelo@zaz.com.br) e, de quebra, ajudar a garantir o futuro da sua empresa (e o seu próprio) no mundo das vendas.

Depois não diga que eu não avisei.

Raúl Candeloro
Editor

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