Quem fica no emprego?

Se você não pode empreender e ser o dono do negócio, seja um competente prestador de serviços que encanta os clientes. Cada empresa é peculiar, um conjunto muito próprio de valores e intenções. Não existe organização igual, em termos de gestão, nem um padrão a ser seguido pelos empregados, no sentido de que ?agindo assim vai dar certo?.

A permanência, em um mesmo contrato, não depende apenas do empregador e de sua avaliação, mas do colaborador que, às vezes, desiste e pede a conta por estar desencantado com a chefia, com injustiças e falta de oportunidades.

Entretanto, em linhas gerais, o profissional bem-sucedido tem um perfil eclético, versátil e adaptativo. É interessado por diversos assuntos, não apenas pela especialidade. É um especialista em generalidades.

É imprescindível ter facilidade para trabalhar em grupo, para construir e manter amizades e para ampliar laços que favoreçam a busca de resultados e o alcance de metas cada vez mais ousadas. Pessoas que não se ajustam ao trabalho em equipe dificilmente conseguem progresso profissional, o máximo que conseguem é se manter a duras penas na organização.

Ser bom no que faz e trabalhar fazendo qualidade organizacional e do produto é uma condição básica. O trabalhador moderno, que é procurado e prestigiado pelas boas organizações é participativo, dá sugestões de melhorias, tem interesse no negócio em que atua e não se vê simplesmente como uma unidade produtiva isolada e descartável. É um aprendiz constante, curioso e estudioso, sintonizado com o que há de mais recente no seu círculo profissional.

Uma vez, um trabalhador me questionou, desolado: ?Então tenho de ser puxa-saco??. Pobre visão de mundo, pois a oportunidade é para todos. Se você não quiser ou não puder empreender, arriscar-se e ser o contratante e dono do negócio, deve ser o grande e competente prestador de serviços, solucionador de problemas, que excede, encanta e, assim, tem mais progresso e oportunidades.

O capital não pode ser adversário do trabalho. Hoje, esse conceito é defendido até mesmo pelos sindicalistas mais autênticos. Vivemos o fim da era da acomodação. Poucos setores ainda conseguem se manter competitivos com quadros de pessoas robotizadas, apenas cumpridoras de procedimentos, sem entusiasmo.

Bom para o ser humano integral, que pensa, se emociona, se interessa, quer aprender e evoluir, progredir em carreira, galgar novos postos para receber mais recompensas e benefícios, melhorando também o seu padrão de vida.

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