“Ser compreendido é um luxo”, disse Ralph Waldo Emerson. E tinha razão – ainda mais hoje, com toda a tecnologia disponível. Teoricamente, para aproximar-nos. Na prática, nem tanto. Mas comunicar-se é imprescindível para o sucesso, tanto na vida quanto nos negócios. Um bebê já nasce sabendo chorar e rapidamente aprende a comunicar-se maravilhosamente, sem falar uma palavra, às vezes por mais de um ano. Melhor do que muitos adultos.
Temos cada vez mais ferramentas disponíveis para a comunicação, mas infelizmente nem todo mundo está usando-as corretamente. Da mesma forma que cada pessoa tem uma maneira diferente de aprender e entender (por exemplo, cinestésicos, auditivos e visuais), também temos formas preferenciais de comunicação. Algumas pessoas preferem o e-mail (eu, por exemplo),outras o telefone, outras o fax. Muitos querem marcar reuniões. Tomar cafezinho. Bater um papo. Almoçar juntos. Como disse Vitor Borge, a risada é a menor distância entre duas pessoas.
Ok – só que, no mundo da Internet, seu interlocutor pode estar em outra galáxia. O que acontece quando os grandes negócios de uma empresa passam a ser decididos via Internet, e não mais em churrasquinhos, futebol ou campos de golfe? Ou pior, em prostíbulos? Os mais recatados podem até ficar horrorizados, fechar os olhos e tampar o nariz, mas que atire a primeira pedra quem não conhece uma história de algum negócio – muitas vezes de estrangeiros ou gente de fora – que acabou sendo fechado entre goles de uísque e risadas de prostitutas?
Agora vem uma geração nova de kamikazes virtuais – gente que não tem absolutamente nada a perder. Às vezes, nem o dinheiro é deles e nem a idéia que já vem copiada dos EUA. Lutar com kamikazes é diferente de lutar com concorrentes estabelecidos. Para um kamikaze, se ele sobreviver é porque alguma coisa deu errada. Seu lema é o lema de Gandhi: “Aprenda como se fosse viver para sempre; viva como se fosse morrer amanhã”. O negócio do kamikaze é derrubar o máximo possível de gente. Atacar ineficiências, das quais o Brasil está abarrotado. Gente acomodada, empresas gordinhas e profissionais mentalmente flácidos. Os que acham que comunicar-se significa concordar com eles.
Num mundo como este, comunicar-se corretamente é cada vez mais importante. No Troféu Abacaxi em Marketing que concedo todas as semanas no nosso site VendaMais (www.vendamais.com.br), 99% das sugestões que recebo são de pessoas que foram mal atendidas por empresas. Todos sabemos que problemas acontecem. A questão é não saber lidar com eles. Telefonemas não atendidos, e-mails não respondidos, promessas não cumpridas são clientes que vão embora.
Não que as empresas virtuais sejam muito melhores – mas a postura delas é. Simplesmente porque toda empresa virtual é uma empresa de comunicação. E como comunicam-se rapidamente, aprendem rapidamente.
Pense na forma como você se comunica. A maioria das coisas têm apenas uma forma de ser impossível – não tentar. Em contraste, existem muitas e muitas maneiras diferentes de tornar algo possível. E comunicar-se continua sendo uma das melhores maneiras de transformar planos, projetos e idéias em realidade. Então, este mês, comunique-se melhor e Venda Mais!
Um grande abraço.
Raúl Candeloro – Editor
Raul@vendamais.com.br
www.raulcandeloro.com.br


