Quem são “eles,” e quem somos “nos”?

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Estou sempre ouvindo que: “eles” deveriam tomar uma providência, “eles” são os responsáveis, enfim a culpa é sempre atribuída a “eles”. Tentei saber quem são “eles”. “Eles” são “eles”, oras…

Sempre ouço também que: “nós” deveríamos ter feito melhor, “nós” jogamos mal, “nós” temos de mudar, enfim a culpa é sempre socializada ao “nós”. Tentei saber quem somos “nos””””. “Nós” somos “nos”…

As pessoas deveriam chamar para si mesmas todos os resultados de seus atos e não querer dividi-los entre outras pessoas achando que, assim, o fardo da responsabilidade torna-se mais leve para quem o carrega.

Cada um é o puro resultado daquilo que pensa e faz. “Eles” e “nós”, são os “sujeitos ocultos”, nossos “amigos” imaginários, aos quais recorremos quando nossa incapacidade de gerenciar conflitos e atitudes faz-se presente.

A falha está sempre em algum lugar do passado ou em alguém ao nosso lado. Triste é ver filhos culpando pais pelas falhas que esses próprios filhos desenvolveram ao longo de suas vidas. Mas não vêem que seus pais fizeram tudo aquilo que poderiam e sabiam fazer para deixá-los mais felizes e cobrir suas necessidades.

Se você é da geração que dispôs do privilégio de ter ao alcance das mãos mais conhecimento, cultura e valores, use isto para agradecer e engrandecer, mas não para criticar.

A culpa ao perder um emprego é sempre do chefe, nunca da falta de interesse do colaborador em aperfeiçoar-se no campo profissional. Afinal de contas, é mais fácil culpar alguém do que chegar mais tarde em casa por freqüentar uma nova escola.

Tenha coragem! Chame a culpa para você, somente assim irá reconhecer que ainda está frágil para determinados procedimentos, somente assim poderá analisar como mudar e melhorar a si próprio. Enquanto sua mente e boca socializarem a culpa, você deixará de ser uma pessoa a caminho do crescimento e estará, sim, a caminho do “enganamento”.

Nunca diga: “Mas eu fiz isto por ele, por ela…”

Ninguém faz nada para ninguém, apenas para si mesmo. Não cobre suas boas atitudes, elas devem servir muito mais a você, do que a quem as recebeu. Um mendigo pode sentir-se feliz em receber uma esmola, mas você deve sentir muito mais feliz em poder oferece-la a ele.

Chega de “eles”, “nós”, “por eles” ou “para eles” faça o que fizer, mas faça por você.

Pois, quando você for feliz e tiver sucesso, todos que estiverem a sua volta também poderão sentir o mesmo que você sente porque saberão que merece a felicidade e o sucesso porque fez para satisfazer a si mesmo.

Seja você para você, o Universo agradece.

Seja uma pessoa nutritiva!

Seja natural e não “normal”!

A culpa ao perder um emprego é sempre do chefe, nunca da falta de interesse do colaborador em aperfeiçoar-se no campo profissional. Afinal de contas, é mais fácil culpar alguém do que chegar mais tarde em casa por freqüentar uma nova escola

César Romão Site: www.cesarromao.com.br

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