Reinaldo Passadori ensina como ter uma comunicação melhor

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A boa comunicação é fundamental a qualquer profissional. No entanto, ainda vemos muita gente com dificuldade para se comunicar bem. Por isso, a revista Motivação fez uma entrevista especial com um dos maiores especialistas sobre o assunto no Brasil.

Reinaldo Passadori é presidente e fundador do Instituto Reinaldo Passadori, que já treinou mais de 45 mil profissionais. Possui especialização em Recursos Humanos, comunicação e neurolinguística, além de ser graduado em administração de empresas. Participa de cursos nacionais e internacionais visando o aprimoramento pessoal. É um dos conferencistas mais requisitados para eventos, palestras, congressos, entidades, empresas e governo. Também é autor do livro Comunicação essencial: estratégias eficazes para encantar seus ouvintes, da editora Gente.

Confira, na entrevista a seguir, todas as dicas e conselhos de Passadori para você se tornar um excelente comunicador!

O senhor é um especialista em comunicação, já nasceu com esse talento ou precisou desenvolvê-lo?

Ninguém nasce sabendo falar nem se comunicar. Isso tudo se aprende. Todos nascem com o “dom” da comunicação. No entanto, ele deve ser desenvolvido como um processo, ou seja, através de técnicas, métodos, disciplina e empenho. No meu caso, fiz e ainda faço muito esforço para aprender. Mas acredito que o talento facilita. Nesse sentido, sinto-me privilegiado por ser motivado e esforçado em aprender mais e mais a arte da comunicação. Creio que o sucesso alcançado é fruto de propósito, muito trabalho, persistência, tenacidade e foco.

Cada vez mais, os profissionais precisam se expor em reuniões, fazer apresentações e defender suas ideias. O que fazer para se comunicar melhor nessas situações?

Os funcionários podem se orientar a partir do estudo da comunicação em suas cinco dimensões:

  1. Emocional – Reforce a autoconfiança e autoestima conhecendo e valorizando suas qualidades, descobrindo e aprendendo a lidar com os pontos fracos e praticando muito para adquirir segurança, fluidez e naturalidade. Acredite que você pode fazer excelentes apresentações.
  2. Vocal – Aprenda a administrar a voz. Isso significa falar com clareza, boa dicção e em alto e bom som, expressando as emoções e ajustando-as ao contexto.
  3. Corporal – Faça gestos compatíveis com o conteúdo, mantenha uma postura firme e elegante, olhe nos olhos das pessoas e fale com e não para elas. Zele por sua imagem, o que significa cuidar da apresentação pessoal, asseio corporal, indumentária e adornos.
  4. Intelectual – Saiba planejar, preparar, dar o devido acabamento técnico para a fala e eliminar os vícios de linguagem. Aprenda a começar, desenvolver e concluir suas falas, use ilustrações, técnicas de memorização e recursos audiovisuais quando for necessário.
  5. Espiritual – Seja coerente com seus valores, fale aquilo que acredita e pratica, alinhe seus discursos à responsabilidade social, ao cuidado com o meio ambiente e ao bem comum. Lembre-se de que você será lembrado por onde passar através do rastro de qualidade que deixar devido ao que fala e principalmente faz.

Muitos profissionais se desesperam quando precisam falar em público. Qual é o motivo de tanto medo?

Quando uma pessoa levanta-se para falar, coloca-se em destaque em relação às outras e fica no foco da atenção. Assim, é comum que surja o medo da crítica, de não se sair bem, errar, falar bobagem, falhar, causar impressão ruim, esquecer, tremer, mostrar-se limitado ou antipático. Por isso, sente-se intimidada pela avaliação crítica, julgamento e respectivos rótulos que lhe são atribuídos pelos outros. Essa é a principal causa do medo. Além disso, a timidez surge devido à falta de preparo técnico e experiência, desconhecimento do assunto, baixa autoestima, excessiva preocupação ou resquício de algum trauma do passado.

O que fazer para evitar esse medo e ter uma comunicação de qualidade durante a apresentação?

  • Congruência – Trate do assunto no seu conteúdo e forma de modo ajustado às características do público-alvo.
  • Usar adequadamente os recursos audiovisuais – Flexibilize-se de acordo com o volume, espaço e ambiente.
  • Objetividade – Fale com clareza e pertinência. Seja flexível, ajuste-se ao contexto, situações inesperadas e perguntas ou pessoas difíceis.
  • Gramática – Ajuste a linguagem e o vocabulário de modo que as pessoas possam compreendê-lo. Em outros idiomas ou termos técnicos, explique-os, se necessário.
  • Expressividade – Fale com energia, assertividade, segurança, naturalidade, técnica e elegância.
  • Presença – Dê tempero a sua apresentação, varie a voz, faça gestos, envolva, cative, pergunte e expresse no semblante suas emoções. Esteja presente com atenção e foco.

Quais são os principais erros a serem evitados?

Qualquer pessoa que queira se dedicar, estudar e, principalmente, praticar, poderá se tornar um bom comunicador. Os defeitos ou vícios de comunicação comumente observados nas pessoas são:

  • Não saber ouvir. O mais grave e o mais recorrente de todos.
  • Tendência a geralmente discordar e discutir com o interlocutor. Gostar de sempre ter razão.
  • Contar casos muito longos, enveredar por detalhes inúteis e descrever tudo com detalhes.
  • Ter sempre um exemplo próprio. Quando alguém conta uma história, narra um fato, e a pessoa possui outro idêntico que aconteceu com ela, algum parente ou conhecido, isso pode transparecer pernosticismo e arrogância.
  • Ser repetitivo, contar o mesmo caso várias vezes. Nessa categoria, entram os vícios do tipo ficar dizendo a todo momento: “Entendeu”, “Viu”, “Sabe o que é”, “Né”, “Tá”, etc.
  • Falar muito depressa, não pronunciando as palavras com clareza.
  • Usar gírias e palavras obscenas.
  • Falar muito difícil, usando palavras rebuscadas e pouco conhecidas.
  • Falar alto ou baixo demais.
  • Não fazer gestos nem usar expressões faciais e/ou corporais.

O senhor já cometeu algum erro grave em uma apresentação?

Quando comecei a ministrar palestras, era comum cometer erros ou deslizes. Com o tempo, as “dificuldades” foram diminuindo, embora, eventualmente, ocorra aqui e ali algum problema. Certa vez, durante o intervalo de uma palestra que estava proferindo em Santa Catarina, fui ao banheiro conversando com alguns participantes (conversas informais e brincadeiras) sem perceber que estava com o microfone de lapela aberto e que todo som invadia o auditório à disposição de vários participantes. Assim que me avisaram, voltei e, diante daquela difícil situação, tentei desconversar e brincar. O pessoal foi legal, entendendo e brincando com a situação.

Se o senhor pudesse dar apenas um conselho sobre como fazer boas apresentações, qual seria?

É possível levar uma vida ordinária ou extraordinária. É você quem faz valer seu potencial, vive em equilíbrio e realiza seus sonhos. Além disso, pode tanto quanto qualquer pessoa de sucesso que conheça. Coloque em prática essa crença aprendendo e desenvolvendo-se do jeito e forma que deseja. Ao fazer apresentações, você mostra quem é, o que pensa e sente. Por isso, goste de si mesmo, capriche no assunto e respeite sua audiência. Agindo assim, você fará não somente boas, mas excelentes apresentações em público. Querer é poder!

Visite o site: www.passadori.com.br

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