Com toda a certeza você já ouviu essa expressão milhares de vezes durante a sua vida, e principalmente na sua fase escolar, alguém lhe dizia exatamente isso quase todos os dias: “Estuda! Estuda! O saber não ocupa lugar”. Como se apenas esse aspecto de ocupar ou não lugar fosse o suficiente para que passássemos a dar a devida importância que o saber tem nas nossas vidas.
Acontece que todos nós sempre estivemos, estamos e sempre estaremos nos melhores lugares que o nosso saber foi, é, e será capaz de conseguir.
Partindo-se dessa verdade que me permito afirmar, é óbvia e notável podemos chegar a várias e importantes conclusões para o direcionamento dos nossos esforços, como, por exemplo:
1.Cultura não é frescura. Ao contrário, é, hoje, sinônimo de sobrevivência.
2. Só conseguiremos melhorias nas nossas condições materiais de vida, na exata medida que melhorarmos o nosso saber.
3. Não buscar permanentemente mais saber é um crime que estamos cometendo contra nós mesmos.
4. Ao nos acomodarmos com o que já sabemos, estamos condenando os nossos dependentes a um nível e uma qualidade de vida muito inferiores ao que lhes poderíamos dar.
5. Não há nada no mundo, a não ser a nossa própria vontade, que nos impeça de continuarmos aprendendo ao longo de toda a nossa vida.
Há aspectos que vivenciamos na nossa infância que continuam nos afetando profundamente durante toda a vida, como, por exemplo, o seguinte: nos disseram que tínhamos que dividir a nossa existência em três ””””blocos””””. No primeiro deveríamos apenas estudar. Terminada essa fase, iríamos apenas trabalhar. Ao final desse período, poderíamos, finalmente, descansar e não teríamos então de fazer mais nada.
Muitos ainda acreditam que é dessa forma que devem viver e, portanto, na fase em que têm de trabalhar, não podem nem estudar, nem descansar, pois essas coisas ou já foram feitas (estudar), ou ainda serão feitas (descansar/ aposentadoria). Resultado: param de aprender e de melhorar a si mesmos, e, como conseqüência, não chegam nunca aos melhores lugares.
Temos que rever profundamente também esse conceito, pois o correto será buscar sempre os melhores lugares, as melhores zonas, os melhores clientes, os maiores e melhores resultados, os maiores benefícios que a vida pode nos proporcionar; enfim, aspirar sempre o melhor, o que não é crime e nem pecado. O contrário sim, pois deixar de ter o melhor para si mesmo e para os seus, apenas porque entende que essa fase de aumentar o seu saber já passou, é um terrível crime que alguns cometem contra si.
É preciso, hoje, estudar, trabalhar e descansar ao mesmo tempo (e durante todo o tempo em que aqui estivermos), pois só assim conseguiremos ocupar os melhores lugares. Aqueles lugares que aspiramos tanto e que com ética absoluta temos todo o direito de querer para nós e para os nossos.
Muitas vezes, ao treinar veteranos de vendas, percebo -tristemente- que muito deles acham que o saber cada vez mais sobre si mesmo, sobre sua profissão, sobre seus clientes, enfim, sobre a vida, não é uma necessidade. Fica me parecendo que eles já se sentem “completos” em todos os sentidos. Que pena! Quando percebo isso, procuro dizer-lhes o seguinte: “O saber não ocupa lugar; ele ocupa os melhores lugares”. Não condene-se à ignorância, as vítimas serão você e todos aqueles que você ajuda a existir.
Eduardo Botelho – Consultor e diretor do IPEB – Instituto Profissionalizante Eduardo Botelho. Homepage: www.eduardobotelho.com.br


