Segredos da atitude

A maior batalha travada contra o fracasso ocorre no interior, não no exterior. Certa vez, os artistas David Bayles e Ted Orland contaram uma história sobre um professor de arte que experimentou um sistema de notas com dois grupos. A maior batalha travada contra o fracasso ocorre no interior, não no exterior. Certa vez, os artistas David Bayles e Ted Orland contaram uma história sobre um professor de arte que experimentou um sistema de notas com dois grupos. Trata-se de uma parábola sobre os benefícios do fracasso. Veja a seguir o que aconteceu:

O professor de cerâmica anunciou, no início do dia, que dividiria a classe em dois grupos. Todos aqueles que estavam à esquerda do estúdio, ele disse, receberiam uma nota exclusiva pela quantidade de trabalho que produzissem; todos aqueles que estavam à direita receberiam uma nota pela qualidade. Seu procedimento era simples: no final da aula, traria uma balança que tinha no banheiro e pesaria o trabalho do grupo da ?quantidade?. Para 22 quilos de cerâmica, seria dada uma nota ?A?. Para 18 quilos, seria ?B?, e assim por diante. Aqueles que estavam sendo avaliados pela ?qualidade?, no entanto, precisavam produzir apenas um pote ? ainda que perfeito ? para receber um ?A?.

Bem, chegada a hora da avaliação, um fato curioso aconteceu: as peças de maior qualidade foram produzidas pelo grupo que estava sendo avaliado pela quantidade. Parece que enquanto o grupo da ?quantidade? estava ocupado na produção de inúmeros trabalhos ? e aprendendo com seus erros ?, o grupo ?qualidade? sentou-se para formar teorias sobre a perfeição e, no final, não teve outra coisa que justificasse seus esforços senão grandes teorias e um monte de argila sem vida.

A verdade é que não importa se os seus objetivos são na área artística, empresarial, ministerial, esportiva ou de relacionamento. A única maneira de avançar é fracassar no início, fracassar muitas vezes e fracassar lá adiante.

Veja o exemplo da falecida Erma Bombeck, que escrevia semanalmente uma coluna de humor muito famosa, até poucas semanas antes de sua morte, em 1996. Ela tinha uma sólida compreensão sobre o que significava perseverar e fracassar seguindo em frente, sem levar o fracasso muito para o lado pessoal.

Erma percorreu uma estrada cheia de adversidades, começando por sua carreira. Interessou-se pelo jornalismo na infância. Seu primeiro trabalho foi como menina de recados do Dayton Journal-Herald, ainda adolescente. Mas quando foi estudar na Universidade de Ohio, uma orientadora advertiu-a: ?Esqueça esse negócio de escrever?. Ela se recusou a aceitar isso. Mais tarde, transferiu-se para a Universidade de Dayton e, em 1949, formou-se em Língua Inglesa. Logo depois, começou a trabalhar como escritora… na coluna de óbitos e em páginas de assuntos sobre mulheres.

Naquele ano, uma adversidade abateu-se sobre sua vida pessoal. Quando se casou, um de seus maiores desejos era ser mãe. Mas, para sua profunda tristeza, os médicos disseram que não podia ter filhos. Será que, com isso, desistiu e considerou-se um fracasso? Não, ela e o marido estudaram a possibilidade de adoção e, assim, adotaram uma menina.

Dois anos mais tarde, Erma, surpresa, ficou grávida. Mas até a gravidez trouxe-lhe novas dificuldades. Em quatro anos, ficou grávida quatro vezes, mas apenas duas crianças sobreviveram.

Em 1964, Erma conseguiu convencer o editor de um pequeno jornal na vizinhança, o Kettering-Oakwood Times, a deixá-la escrever uma coluna de humor semanal. A despeito dos míseros três dólares que recebia por artigo, continuou a escrever. Isso abriu-lhe uma porta. No ano seguinte, foi-lhe oferecida a oportunidade de escrever uma coluna três vezes por semana para seu antigo patrão. Por volta de 1967, sua coluna já havia sido divulgada e incluída em mais de 900 jornais.

Por pouco mais de trinta anos, Erma escreveu sua coluna de humor. Durante esse tempo, publicou 15 livros, foi reconhecida como uma das 25 mulheres de maior influência nos EUA, foi destaque da revista Time, recebeu inúmeras honras (como a Medalha de Honra da Sociedade Norte-Americana do Câncer) e foi premiada com 15 títulos honorários.

Acredite. Sua atitude é capaz de motivá-lo ou de arrasá-lo, assim como aqueles a quem lidera. Afinal, atitude é contagiante!

Frase: ?É triste falhar na vida, porém mais triste ainda é não tentar vencer? ? F. Roosevelt Para Saber Mais: Segredos da Atitude, de John C. Maxwell (Editora Mundo Cristão) ? Coleção Fundamentos da Gestão.

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