Ser ou estar?

Enquanto os clientes jogam um esporte de alta performance, muitos lojistas ainda estão jogando o entediante futebol de botão. Sem profissionalismo e sem emoção. Estar alguma coisa é uma condição provisória, passageira e instável. Nada está estabelecido de forma concreta e definitiva. Um barco à deriva que não se presta para sua atividade de navegar e singrar as águas oceano afora não navega, mas também não se fixa em um determinado porto. Fica errante, sem destino, andando em círculo.

Quando apenas estamos, não somos nada. Fazemos tudo mais ou menos, sem dedicação. Sem amor. Podemos até trabalhar com certa determinação, mas não colocamos a alma e o coração no que fazemos. Nem conduzimos as coisas. Somos conduzidos por elas. Esperamos que tudo melhore por si só, como em um passe de mágica.

Quem trabalha assim aposta contra sua própria felicidade. O vendedor Jaq é terrível para o varejo (já que não arranjou coisa melhor, agora está vendedor). Faz tudo de má vontade, desde a abordagem até o despiste do cliente. Perde vendas. Desperdiça a vida. Como não consegue sonhar, não se empenha em realizar os sonhos dos consumidores. Desvende, em vez de vender.

A história ganha proporção de drama quando o Jaq trabalha para um lojista que transita na mesma freqüência. Em vez de ser lojista com letra maiúscula, está lojista. Não faz nada para alterar a situação e mudar de status. Convive olimpicamente com os problemas. Pratica uma gestão antiga, estilo bombeiro. Em vez de administrar as oportunidades, prefere apagar incêndios.

Compra, vende, administra, trata dos problemas, controla as entregas, trabalha muito, mas faz tudo mais ou menos. Sempre do mesmo jeito, desde que iniciou seu negócio, há alguns anos. Não pensa em inovar, em busca melhorias contínuas. Apenas reclama de tudo e de todos. Em vez de mudar, espera que o mundo mude e se adapte à sua maneira de pensar e agir.

Por que mudar e se reinventar? Porque o consumidor mudou. Está mais informado, sabe o que quer. Aprendeu a negociar, exigir preço, qualidade, serviços. Tem consciência do valor do seu dinheiro. Sabe exercer o poder da escolha. Enquanto os clientes jogam um esporte de alta performance, muitos lojistas ainda estão jogando o entediante futebol de botão. Sem profissionalismo e sem emoção.

Está na hora de ser lojista!

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