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Tenha a atitude de aprender sempre

Tenho ficado preocupado com empresários que conheço presidentes, vice-presidentes, diretores, chefes que há muito tempo não fazem um curso, não participam de um seminário, não lêem um livro. Porque são pessoas razoavelmente bem-sucedidas, pensam não precisar mais aprender. Esse é um grande e perigoso engano!

Além disso, essas pessoas perderam o costume de ouvir. Ficaram tão cheias de si e da pretensa sabedoria que pensam possuir, que adotam uma atitude arrogante perante os outros e principalmente perante o saber. Essa é uma doença grave que pode atingir qualquer pessoa.

A atitude de achar que não se tem tempo para participar de um curso, de um seminário, e que isso é coisa só para os subordinados, é de uma ignorância incrível. Quanto mais alto o seu nível hierárquico, mais você precisa aprender, ouvir, ler, participar de palestras, cursos, etc. Sua responsabilidade é maior.

Garanto que a sua empresa recebe inúmeros convites. Participe. Procure não perder nenhuma oportunidade de crescer, de aperfeiçoar-se com a experiência alheia, trocar idéias enfim, aprender.

Tenho participado de seminários importantes onde os participantes sempre dizem: – Meu chefe é que precisava ouvir isso… mas ele não participa de nada… parece ter vergonha de aprender… e o pior é que não ouve o que a gente que

contar depois de participar de um seminário…

Muito cuidado! Veja se você não está nessa situação. Quando foi o último curso de que você participou? Quando foi o último seminário a que você foi? Qual foi o último livro de assuntos ligados à administração que você leu? Você tem a humildade de reconhecer que ainda precisa aprender muito? Essas são perguntas fundamentais para se vencer os desafios da qualidade e da competitividade.

Sucesso!

Cuidado com a fossilização

Estamos vivendo a era das maiores transformações na história do homem na Terra. A aceleração da história é um fato incrivelmente perigoso para todos nós. Ou acompanhamos os novos tempos, nos abrimos para a modernidade, ou ficaremos “fossilizados”, “obsoletos” em muito pouco tempo. Vejo pessoas dizendo: – No meu tempo o mundo era diferente… A grande pergunta é: “Quando é o seu tempo? Em que ano você decidiu-se “morto”, que agora acha que este não é mais o seu tempo?” Eis um grande perigo! Morrer, sem dar-se conta de estar morto! E quantas pessoas estão literalmente mortas! Como está você?

Você é uma pessoa viva, que “curte” a vida, seus amigos, sua família, seu emprego? Ou é uma pessoa que é contra o presente, contra a modernidade, amarga com a vida, com seus amigos, com sua família? É preciso estar vivo, acompanhando os tempos, o progresso tecnológico, as novidades. É preciso incorporar-se neste mundo do computador, do fax, do satélite, da rapidez dos processos de decisão, da competição acirrada, do “marketing de guerra”.

Viver hoje é um desafio. Um desafio que temos que aceitar e, mais do que aceitar, saborear, enfrentar e vencer. Não se deixe dominar pela nostalgia, pelo pessimismo, pela apatia. Aceite a mudança, viva a mudança, mude! Estar vivo, no mundo de hoje, é um privilégio. É a era mais rica da história da humanidade!

– Desperte dentro de você uma nova pessoa. Enfrente os novos desafios com entusiasmo e bom humor. Irradie otimismo e confiança. Não se deixe fossilizar.

Sucesso!

O primeiro cliente de sua empresa é o funcionário: informe-o bem em primeiro lugar

Tenho visto um sério problema em algumas empresas: os funcionários são os últimos a saber das novidades, das campanhas, dos lançamentos, dos brindes a serem distribuídos, etc.

O primeiro cliente de qualquer empresa é o seu funcionário. Ninguém é cliente final do Presidente, da Diretoria, da Matriz, das Filiais. O cliente final, o consumidor, é sempre cliente direto de algum funcionário da telefonista, recepcionista, balconista, vendedor enfim, das pessoas que tem contato direto com ele.

Assim, o funcionário deve ser o primeiro a saber de tudo. A receber as informações essenciais da empresa, como novas campanhas, novos produtos, novas formas de vender e financiar, novas pessoas, etc. Infelizmente, isso não acontece. Outro dia mesmo, liguei para uma empresa que estava anunciando uma promoção pelos jornais. A telefonista não sabia de nada. Passou-me para o setor de vendas, que… pasmem! também não sabia de nada. Conversei com os diretores da empresa e eles confessaram que decidiram a campanha em longas reuniões com a agência de publicidade e mantiveram longas negociações com rádios, jornais e emissoras de televisão. Apenas esqueceram-se de avisar os funcionários! Não preciso dizer que a campanha foi um fracasso.

Isso sim é que se chama de desperdício. Às vezes achamos que desperdício é deixar as luzes acesas, um rádio ou um fax ligado. Cuidamos nossas despesas mais visíveis e ao mesmo tempo desperdiçamos milhões e milhões em campanhas, em lançamentos malfeitos, pois que nunca lançamos nossos produtos ou serviços, primeiro, para nossos próprios funcionários. Numa revendedora de automóveis, sugeri que antes de lançar o novo carro pela imprensa, antes do coquetel aos clientes, fizéssemos um “Lançamento Interno”, para os funcionários, com um pequeno coquetel, discurso e tudo o mais. Isso foi feito e o resultado foi simplesmente surpreendente. O pessoal da administração, as secretárias, as recepcionistas, os balconistas de peças e outros funcionários, nunca haviam entrado num carro zero quilômetro! Nunca ninguém havia lhes mostrado um carro em detalhes, desde o motor até o porta-luvas. E havia gente que trabalhava em revenda de automóveis há mais de 15 anos!

Como podemos querer que nossos funcionários “respirem” vendas; como podemos querer que as pessoas todas de nossas empresas participem do esforço de vender nossos produtos, prestar assistência técnica, atender clientes, etc., se não lhes damos a oportunidade do conhecimento, da informação, da familiaridade como nossos produtos? É um contra-senso!

Quando lançamos um novo produto, será que permitimos e mesmo “exigimos” que nossos funcionários sejam os primeiros a experimentá-lo, a conhecê-lo, a tocá-lo, a senti-lo?

Pense nisso. Veja como sua empresa pensa e age em relação a esse assunto. Lembre-se que sem o comprometimento total de nossos funcionários, jamais teremos uma empresa de qualidade. E para que esse comprometimento exista, é preciso, antes de tudo, que os funcionários, real e concretamente, participem.

Sucesso!

Cuidado para não desistir no meio do caminho

Oswaldo Cruz, o grande sanitarista brasileiro, tinha uma frase que sempre repetia aos seus companheiros na luta pelo saneamento básico brasileiro em sua época: “Não esmorecer, para não desmerecer”.

Tenho visto em muitas empresas uma coisa extremamente desagradável. Muitos projetos começados, muitas idéias iniciadas, muitos programas lançados com grande alarde infelizmente não chegam ao fim. Não chegam sequer ao ponto em que se possa avaliar a sua real utilidade. Os diretores, os gerentes, os chefes, os supervisores, as pessoas, enfim, desistem no meio da jornada. Param no meio do caminho. Quantos programas espetaculares de Qualidade Total, Defeito Zero e outros, como visitas a clientes, a fornecedores, a pontos de venda, pesquisas de satisfação do funcionário, sistemas de bonificação, cursos, seminários, etc., começam na empresa e não têm continuidade. As pessoas desistem antes desses projetos poderem firmar-se, dizer para que vieram, mostrar seus primeiros resultados.

Há um imediatismo que precisa ser vencido. Tudo, para ser bem-feito, leva tempo. Vejam os programas de Qualidade Total. Eles exigem perseverança, tenacidade, atenção aos detalhes, acompanhamento e envolvimento de todos os diretores, gerentes e pessoal de cúpula para que possam dar resultados. E esses resultados nem sempre vem imediatamente. Além disso, esses programas custam dinheiro, tomam tempo dos executivos. A verdade é que quando essas exigências se mostram absolutamente necessárias, muitas empresas desistem, esmorecem, fracassam.

Gostaria que você se perguntasse e a seu pessoal: Como estão os programas que começamos? Damos seguimento ao que começamos? Damos energia, tempo, dedicação aos projetos e programas que iniciamos? Temos demonstrado aos nossos funcionários o nosso comprometimento com esses projetos? Temos tido paciência para esperar que os resultados apareçam? Não esmoreça. Dê continuidade. Prestigie. Acompanhe. Tenha calma. Leia os relatórios. Ouça as conclusões. Vibre com os resultados. Valorize seu pessoal. Seja um exemplo de participação e envolvimento.

Sucesso!

Invista em você

Conheço muitas pessoas que reclamam que suas empresas não oferecem chances de aperfeiçoamento pessoal, de treinamentos, cursos, participação em seminários, etc. É uma pena que existam empresas que realmente não se conscientizaram da importância de oferecer essas oportunidades a seus funcionários. A bem da verdade, sou obrigado a confessar que também conheço um número enorme dessas mesmas pessoas que reclamam das suas empresas e que nunca mexeram uma palha sequer para se autodesenvolver. Nunca fizeram um curso sequer às suas expensas. Não participam de palestras, conferências, não vão ao teatro, enfim, não investem em si próprias. Quem não investe em si próprio perde o direito de reclamar dos outros não investirem na sua pessoa. A primeira pessoa que deve investir em nós somos nós próprios. Assim, vejo gerentes, supervisores e até mesmo diretores que se acomodaram totalmente. Ficam eternamente esperando que a empresa possibilite o seu desenvolvimento e nada fazem nesse sentido por conta própria. Repito que é dever fundamental da empresa moderna investir seus em recursos humanos. Mas isso não exime cada pessoa do dever de investir em si próprio, de se auto-aperfeiçoar, de buscar conhecimentos, de participar na comunidade, de realmente investir em seu próprio desenvolvimento.

– Pense nisto. Faça um exame de consciência e veja qual foi a última vez em que você tirou de seu orçamento ou de seu tempo livre, dinheiro e tempo e investiu na sua própria formação, aperfeiçoamento e desenvolvimento. Pergunte-se a si próprio: Tenho investido o bastante em mim mesmo? Acredito que valha a pena investir em mim mesmo? Tenho me aperfeiçoado profissionalmente, por minha própria conta? Busco constantemente esse aperfeiçoamento? Estou acomodado? Leve seu pessoal a fazer essas mesmas perguntas. A responsabilidade do aperfeiçoamento e desenvolvimento é, em primeiro lugar, de cada pessoa como indivíduo.

Sucesso!

Desperte a pessoa cansada ou morta que esta dentro de você

Tenho visto pessoas ainda jovens, de várias idades, dos 18 aos 60 anos, que parecem ter desistido de lutar, desistido de acreditar, desistido, principalmente, de querer. Não deixe isso acontecer com você! Tenho visto pessoas com seus 40-45 anos que já pensam em se aposentar, em parar, em desistir. As notícias dos jornais, os noticiários da televisão, tem levado as pessoas a achar que o mundo está acabando, que o Brasil não tem mais jeito, que o mundo é só feito de desgraças. Não deixe isso acontecer com você! Tenho encontrado pessoas abúlicas, sem vontade, que perderam a capacidade de desejar, de querer, de enfrentar novos desafios. Pessoas que só falam em doença, em crimes, em corrupção, em desgraça. Não deixe isto acontecer com você!

É preciso voltar a acreditar, voltar a desejar o sucesso, voltar a querer ardentemente que as coisas dêem certo e agir para que elas dêem certo. É preciso voltar a enxergar o lado positivo das coisas, as pessoas que trabalham e que venceram com honestidade, com honradez. É preciso voltar a acreditar na sua própria capacidade de fazer as coisas acontecerem. É preciso acordar, despertar, ressuscitar aquela pessoa que um dia existiu dentro de você e que acreditava na vida, acreditava na capacidade de lutar, de vencer. Não se deixe abater pelas más notícias, pelas pessoas negativas, pelas pessoas invejosas. Passe por cima disso tudo e volte a querer, a desejar, a acreditar e, principalmente, a fazer as coisas acontecerem pelo seu próprio esforço e persistência.

O desânimo, o pensamento negativo, a inveja, o individualismo não levam ninguém a lugar algum. Só destroem as pessoas. Só fazem as coisas piorarem. Fico impressionado ao ver quantas pessoas se destroem deixando-se morrer interiormente, não acreditando mais em nada, querendo parar de trabalhar, parar de lutar. Não deixe isso acontecer com você!

– Gostaria de pedir que você experimentasse deixar de ler notícias ruins, de assistir telejornais negativos que só mostram o crime e a desgraça. Gostaria que você tentasse prestar atenção nas pessoas de sucesso, nas pessoas que venceram, nas pessoas que trabalham, que lutam, que são animadas com a vida. Esses devem ser nossos exemplos. Do contrário, estaremos vivendo como mortos-vivos, sem esperança, sem garra, sem entusiasmo, sem vontade de viver e vencer. E, pela última vez, peço a você que não deixe isso acontecer! Acredite que você foi feito para o sucesso! Boa semana!

Sucesso!

Autonomia e Iniciativa

Tenho ouvido muita reclamação de supervisores, gerentes e diretores, de que seus empregados não são mais iguais aos de antigamente”. – Eles não “vestem a camisa” da empresa, reclamam os chefes.

As pesquisas que temos feito têm demonstrado que muito do que se chama “ausência de comprometimento” tem sua base de culpa nos próprios chefes, supervisores, gerentes e diretores. Dar autonomia significa permitir o erro, acompanhar, treinar, ensinar, fazer junto, oferecer apoio e, principalmente, ouvir. Para isso existem os chefes. Chefe não existe para “mandar”. Isso é muito antigo!

Os chefes que conseguem maior desempenho, qualidade, produtividade e comprometimento são aqueles que tratam seus subordinados como verdadeiros “clientes”. São capazes de antecipar as necessidades e fragilidades de seus subordinados e os incentivam ao acerto, á iniciativa, à melhoria do desempenho, à tomada de decisões, ao auto-aperfeiçoamento. Não são chefes “moles”. São justos. São firmes. Conhecem em profundidade seus subordinados mais próximos e sabem como tirar de cada um o que de melhor podem oferecer. Os melhores chefes são aqueles que fazem de cada subordinado um sucesso. Essa é a grande tarefa de um chefe, supervisor, gerente ou diretor. Ele deve ser profundamente comprometido com o sucesso de seu subordinado.

– Nesta semana, faça um verdadeiro esforço para conhecer cada um de seus subordinados mais próximos. Procure descobrir em cada um o seu “ponto forte”. Incentive esse “ponto forte”. Demonstre confiança. Você ficará surpreso do que seus funcionários serão capazes de fazer quando você lhes der maior AUTONOMIA. Através da autonomia, você descobrirá a INICIATIVA. E ver que é exatamente isso que eles estavam esperando de você. Boa semana.

Sucesso!

Extraído do livro “Socorro! Preciso de motivação”, de Luiz A. Marins Fº. Editora Harbra. Este livro faz parte do catálogo Venda Mais e pode ser adquirido com a Cláudia pelo telefone (041) 336-1613 ou pelo fax: (041) 336-2883.

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