Responda sim ou não às questões abaixo:
1. Você faz “corpo a corpo” com seus clientes e consumidores?
( ) Sim ( ) Não
2. Sua marca é capaz de emocionar seus clientes e consumidores?
( ) Sim ( ) Não
3. Você tem funcionários apaixonados pela sua marca?
( ) Sim ( ) Não
4. Sua marca é capaz de criar uma comunidade de consumidores?
( ) Sim ( ) Não
5. Você investe na sua marca?
( ) Sim ( ) Não
6. Você ousa no mercado?
( ) Sim ( ) Não
7. Sua marca tem um diferencial competitivo?
( ) Sim ( ) Não
8. Sua marca já sofreu algum tipo de assédio (em US$)?
( ) Sim ( ) Não
Se você respondeu “sim” a todas as questões, parabéns. Mas, responda-as novamente. “Sim” em todas? 0k, manter a mão no leme e navegar em tempos de alta competitividade é uma das receitas de sucesso. Agora, caso você tenha respondido apenas uma alternativa “não”, reavalie seu negócio, sua marca.
Caro leitor, tudo tem mudado de forma rápida e espantosa. Foi-se o tempo (para mim, nunca existiu) em que, para compor uma receita de sucesso, bastavam capital, linha de produção, bons representantes de vendas, uma embalagem “bonitinha” e um sabor (e/ou cor) que agradou ao seu filho. Note que a marca sequer foi mencionada, mesmo porque não fazia parte do contexto e, por conseqüência, não fazia sentido tratá-la. Hoje, contudo, o tratamento da marca é o principal ingrediente de sucesso, muito antes de se pensar o próprio negócio. Calma amigo, ainda há tempo, pois todos temos o dom do “RF” para recuperar, repensar e recomeçar.
Segundo Philhip Kotler, nós, consumidores, não compramos marcas e sim a imagem que temos delas. A imagem é construída desde o nascimento da marca, por meio da comunicação eficiente e eficaz e, principalmente, está intimamente ligada ao emocional e muito longe das características físicas e organolépticas que são absolutamente racionais. Agora, voltemos ao teste e a algumas conclusões óbvias:
1 – Muito mais do que delegar, todo executivo principal do negócio deveria estar constantemente no mercado. O marketing está lá fora, junto a seus clientes e consumidores. Não se acovarde em uma cadeira, encomendando uma pesquisa. Este é um importante suplemento para sua marca, mas nada é mais importante do que você, dono ou responsável pela marca, ouvir diretamente as verdades do campo.
2 – Emocionar seus clientes e consumidores é manter a chama acesa do “era isso que eu queria”, princípio número 1 do marketing vencedor. É ter e manter entre seu público a ligação emocional da sua marca, por meio da imagem que ela passa.
3 – Assim como você, seus funcionários deveriam estar no campo, em busca de fatos que contribuam para o crescimento de seus negócios. Estes devem apaixonar-se pela sua marca e, consequentemente, pelo que fazem. Esta emoção sairá de sua empresa de forma avassaladora e atingirá em cheio seu cliente/consumidor.
4 – Comunidades criadas por Avon e Harley Davison são clássicos exemplos. Reuniões são realizadas semanalmente em diversas partes do mundo e a marca é transmitida pela própria comunidade com um custo zero para a empresa. No caso da Harley, vale informar que a comunidade tirou a empresa da falência.
5 – Investir em sua marca é muito mais do que garantir sobrevida por meio de pífias campanhas publicitárias ou promocionais. É, principalmente, expô-la constantemente de forma adequada e diferenciada com a correta ferramenta de comunicação. Perenize sua marca, mesmo que para isso seja preciso investir alguns milhares de reais.
6 – Paradigmas estão aí para serem quebrados. Como uma categoria, por exemplo, de refrescos em pó, com toda sua imagem de nascença de produtos artificiais e infantis, seria capaz de agregar novos consumidores? Clight é a resposta. O público-alvo primário: mulheres jovens, ativas, preocupadas com o corpo e nenhuma disposição de consumir bebidas carbonatadas. Alia-se ao produto sabores de frutas exóticas (adultas). Sucesso. Faça algo diferente.
7 – Posicionar a marca é tudo perante seus clientes e consumidores. E como ela é vista, pensada, desejada e comprada. É fundamental ter um diferencial competitivo amparado por um benefício sólido e compreensível.
8 – Valorize constantemente sua marca, agregando valor e atualizando-a.
Para saber mais: Marca – o que o Coração não Sente, os Olhos não Vêem, de Stalimir Vieira – Edições Loyola.
Procure no site www.vendamais.com.br mais informações sobre esse tema: PALAVRA-CHAVE: Marca, branding, imagem.
Flavio Chirichella é diretor Executivo da IT””S TRADE MKT professor do MBA da Escola Superior de Propaganda e Marketing. Fone: (0**11) 5506-5316.


