Supere seus limites – Paulo Angelim

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Está equivocado quem diz que não existem limites para as competências humanas. Existe sim. Não somos deuses, nem semi-deuses, apesar de alguns gurus, através de suas fórmulas mágicas de auto-ajuda, quererem vender a idéia de que podemos tudo. QUERER É PODER! Mentira. Somos limitados. O problema não está em definir se existem estes limites, mas onde eles terminam, ou começam. Até onde podemos chegar com nossas competências? Por que alguns vão mais longe que outros no uso delas? E, por fim, quem estabelece ou cria esses limites, o meio ou o indivíduo?

Competência – Segundo o Houaiss, competência é a “soma de conhecimentos ou de habilidades” de alguém. Assim, a sua capacidade de se expressar em público, de realizar cálculos rapidamente, de atender clientes com entusiasmo e empatia, de se comunicar com fluência em outra língua, ou ainda de liderar com maestria equipes de vendas, pode ser vista como competências que você desenvolveu. Sim, porque habilidades inatas são normalmente ligadas às suas atitudes e comportamento. Mas, na competência, me refiro àquelas habilidades desenvolvidas a partir da prática intensa dos conhecimentos assimilados.

Excelência – Se você conseguir enxergar que o aprimoramento da competência resulta na excelência, entenderá facilmente porque Aristóteles conceitua excelência como “uma arte conquistada pelo treino e hábito”. Ele ainda diz: “Nós não agimos certo porque temos virtuosidade ou excelência, mas preferencialmente as temos porque agimos certo. Nós somos o que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um ato, mas um hábito.” Portanto, habilidades são capacidades que fazemos habitualmente. E o hábito exercitado ao extremo da competência, leva-nos à excelência.

Superação – Mas onde fica o limite disso tudo? Em primeiro lugar, o limite é fundamental para que definamos onde estamos, para que consigamos perceber a necessidade da superação. É quando dizemos NÃO SEI ou NÃO CONSIGO, que o limite da nossa competência, ou excelência, está definido. Sem esta virtude, a de reconhecermos nossos próprios limites, não avançamos, não percebemos a necessidade de aprimoramento. Não é à toa que os que não têm humildade em reconhecer seus limites se estagnam, pois não encontram ou não enxergam uma fronteira a ser superada. Para eles, simplesmente esta fronteira não precisa ser transposta e estabelecida uma nova, mais à frente. Assim não se reciclam, não se complementam. A parte boa do limite é a superação.

Potencial – Mas existe ainda um lado ruim do limite. É quando o estabelecemos antes de sua real posição: somos capazes de chegarmos mais além, mas por causa do medo, da baixa auto-estima, da vergonha, definimos em nossas mentes um limite imaginário que nos impede de usarmos nosso potencial máximo. Por isso, a primeira coisa a se fazer quando você for tentar superar um limite é identificar se ele é real, mensurável – se é fruto do desconhecimento ou da inabilidade – ou se o limite é imaginário, criado a partir de suas crenças, traumas e paradigmas. Isso é fundamental para que você avance e cresça profissionalmente. Pois se você estiver convencido que não pode, que não consegue, de nada adiantará tentar quebrar esse limite imaginário fazendo um curso ou lendo um livro. Nesse caso, o melhor é buscar o apoio de especialistas que lhe ajudarão a vencer seus medos, a rematrizar sua mente, estabelecendo novas verdades e, assim, destravar os bloqueios que hoje impedem que você use o máximo de seu potencial. Portanto, rompa seus limites e supere-se. Você não pode tudo, mas certamente pode muito mais! O que você está esperando? Bênçãos e sucesso.

Paulo Angelim é palestrante nacional em marketing, vendas e motivação, e autor de quatro livros ? www.pauloangelim.com.br

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