Um fenômeno em vendas

Dirred Ali Husni, o ¿Didi¿, vendeu em um único dia 27 carros! Em um ano, 833!

Dirred Ali Husni, o “Didi”, é o maior vendedor de automóveis do Brasil. Em um único dia, ele já vendeu 27 carros! Em um ano, 833.

Nosso campeão deste mês é diferenciado em tudo o que faz. Abandonou a escola na 4ª série do Ensino Fundamental. Bateu oito recordes nacionais da Volkswagen. Se a marca for Fiat, não tem problema, durante quatro anos seguidos foi campeão de vendas da companhia. Já sofreu um AVC – em 2005 – e ficou afastado do trabalho por oito meses. “Voltei ainda mais disposto a pôr todos os recordes abaixo”, afirma, de forma categórica, Dirred Ali Husni, o “Didi”, 38 anos de idade, muita disposição para trabalhar e recordes de vendas a derrubar.

Carismático, Didi dispõe de um arsenal de técnicas de vendas, negociação e prospecção de clientes. Entre as mais criativas, estão oferecer pizzas e bombons, e dispor de um furgão-escritório, que ele mesmo desenvolveu, para ir de encontro a potenciais consumidores dos carros que vende. Trabalha muito. Para ele, não há domingos, feriados e nem férias. Todo dia é dia de vender.

Este fenômeno das vendas, recentemente, trocou Brasília, onde fez fama na Concessionária Saga, por São Luiz (MA), para reforçar a equipe da Estação Fiat, do mesmo grupo empresarial. Se você acha que ele enfrentou alguma dificuldade por mudar de praça, não se anime. Em seu primeiro dia de trabalho, vendeu oito carros. Foi de lá que ele nos premiou com uma entrevista exclusiva para esta seção.

Início

“Comecei vendendo roupas e trabalhando para meu pai em uma loja de R$ 1,99, na cidade de Gama, Distrito Federal. Foi lá que aprendi a arte do comércio e a paixão por vender. Em 2004, fiz uma entrevista de emprego para vendedor de automóveis, no Grupo Saga e fui aceito. No primeiro dia, vendi mais de dez carros.”

Prospecção

“A gente tem de ir onde o cliente está, principalmente se as vendas andam em baixa. Já montei um escritório dentro de um furgão para poder ir a qualquer lugar onde eu possa encontrar potenciais clientes. A própria Fiat, depois de seis meses de conversa, autorizou que eu circulasse com ele usando a marca da empresa.”

Fechamento

“Sempre que uma negociação está difícil, faço uso de algumas ferramentas que desenvolvi para facilitar a conclusão do negócio. Ofereço pizza, por exemplo. O cliente chora um desconto ou pede um acessório, então, para concluir, ofereço uma rodada de pizza para ele e a família. Uma vez cheguei a ir a sete jantares em um mesmo dia. Outra ‘arma’ são os bombons. Para destravar a negociação, ofereço ao cliente um opcional, algo simples e barato, mas ele tem de me trazer uma caixa de bombons. Não tem um que não goste – e tope – a proposta.”

Atitude

“Em 2005, sofri um AVC. Fiquei oito meses afastado do trabalho. Nunca pensei em desistir. Pelo contrário, isso me deu mais força ainda para seguir em frente. Sempre digo para mim mesmo: eu posso, eu consigo e eu faço. Tenho muita fé em Deus. É Ele minha fonte de inspiração.”

O vendedor

“Enquanto muitos estão assistindo TV, indo à praia ou tomando uma cervejinha, eu prefiro vender. Não tem domingo, feriado ou férias. Amo o que faço, vender para mim é um prazer. Meus pontos fortes são: foco, carisma, conversa, ser prestativo e convincente. Nunca empurro produto para o cliente, mas o convenço que a troca pode ser um excelente negócio para ele. Em um único dia, já vendi 27 carros. Em um ano, 833. São, em média, 70 carros por mês”.

Dirred Ali Husni, o Didi, deixou a escola na 4ª série do ensino fundamental. Imagina se tivesse concluído uma faculdade, venderia sozinho a produção inteira de uma montadora! A marca caberia a você, leitor, escolher.

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