Uma equipe sem falhas

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Sozinho em um avião, a centenas de metros do solo, o piloto faz loopings, cambalhotas, folhas-secas, simula despencar para recuperar o controle a um metro do solo. Ao seu lado estão outros cinco ou seis aviões fazendo as mesmas proezas. Se há um local onde não é possível um erro, onde uma equipe tem de trabalhar em perfeita harmonia é na Esquadrilha da Fumaça. Cada demonstração envolve perigo e decisões tomadas em frações de segundos. O treinamento deve ser diário e preciso. Além disso, há o espaço para a autocrítica: ao final de cada apresentação, os pilotos da Esquadrilha se reúnem e dizem onde cada um acha que poderia ter sido melhor, fazendo com que cada apresentação seja mais precisa e cause mais emoção ao público que a anterior. Veja mais alguns segredos da Esquadrilha na palavra do capitão aviador José Aguinaldo de Moura e aplique-os a seu treinamento.

Quem acompanha o trabalho do Esquadrão de Demonstração Aérea da Força Aérea Brasileira – a Esquadrilha da Fumaça – sabe perfeitamente que um dos principais fatores de seu sucesso está na coesão do grupo que o constitui.

Para conseguir essa união entre os integrantes da equipe faz-se necessário criar um ambiente que propicie tal situação e não somente acreditar que fatores naturais sejam suficientes para garantir o sucesso de uma missão.

Mas como criar um ambiente de trabalho favorável ao bom andamento de uma atividade? Para melhor responder essa pergunta, é necessário tecer alguns comentários sobre a maneira como é formada a equipe que constitui a Esquadrilha da Fumaça.

Esse esquadrão é constituído basicamente por onze pilotos e vinte e um mecânicos chefiados por um oficial especialista. O tempo máximo de permanência de um piloto na esquadrilha é de quatro anos. Assim, todo ano ocorre uma renovação de um a três pilotos. Entre os mecânicos também ocorre a substituição.

Para que essa troca de pessoal não comprometa o ambiente do grupo, a escolha dos substitutos é feita pela própria equipe, não havendo qualquer ingerência externa. Outro aspecto positivo é que os candidatos a ocupar as novas vagas são todos voluntários, os quais naturalmente apreciam a atividade aérea e, em particular, o tipo de missão realizado pela Esquadrilha da Fumaça.

Observa-se aí, o primeiro grande passo para se obter um grupo coeso: afinidade entre os seus componentes e a mentalidade comum voltada para um mesmo interesse. É bem claro, todavia, que apenas tais condições não são suficientes. Outros aspectos precisam ser levados em consideração.

Um deles, e certamente o principal, consiste em quem está à frente desse grupo – o seu comandante. O oficial designado para comandar a Esquadrilha da Fumaça tem de obrigatoriamente já ter feito parte da equipe em período anterior. Dessa forma, já dispõe de uma boa experiência para dirigir o grupo. Suas atitudes no dia-a-dia são fundamentais; mais que um simples comandante, ele precisa ser um verdadeiro líder.

Ambiente – Outro aspecto a ser considerado é a conservação de um ambiente familiar dentro do grupo. Para tanto, são realizadas atividades sociais, que permitem a troca de idéias através da aproximação dos diversos níveis hierárquicos. Também são realizados eventos envolvendo os familiares como forma de recompensá-los pelo sacrifício decorrente da ausência do chefe da família nos fins de semana. Com a família satisfeita, teremos certamente um profissional motivado.

A hora da crise – A história da Esquadrilha da Fumaça teve momentos de dificuldades. O mais recente deles foi a paralisação das demonstrações aéreas por quase dois anos para realizar um reforço estrutural nos aviões.

Em momentos como esse é fundamental manter uma atitude mental positiva no grupo. Mantenha cada um dos seus integrantes consciente do seu importante papel para a perpetuação da instituição. Lembre o seu funcionário que ele passa apenas alguns anos na empresa, mas a instituição permanece e precisa ser preservada. E ele é indispensável para isso, sobretudo nesse momento crítico.

As observações acima apenas corroboram a máxima de que o maior patrimônio de qualquer instituição é a qualidade do fator humano do qual ela dispõe.

Treinando com a Esquadrilha da Fumaça
Veja como sua equipe pode ser tão coesa como a Esquadrilha:

1 – Construa a confiança. Quanto menos segredos houver entre os membros de sua equipe, melhor. Poucas coisas são tão prejudiciais a um ambiente de trabalho como a fofoca e a desinformação. Então, informe, noticie, passe a situação real da empresa para todos.

2 – Diga o que se espera de cada um. Imagine se um piloto da Esquadrilha da Fumaça não soubesse onde ir com seu avião. Um desastre, certo? Deixe claro a cada membro de sua equipe quais são suas tarefas, metas e responsabilidades.

3 – Confie no time. As pessoas que trabalham juntas em uma área sabem o que pode ser feito para melhorar. Cabe ao líder da equipe permitir que elas dêem idéias e sugestões, em vez de impor regras.

4 – Treine todos os dias. Existe sempre uma área que pode ser melhorada. Uma nova abertura de vendas, uma estratégia de prospecção diferente.

5 – Use o mentor. Seus vendedores mais velhos têm um papel importante na aclimatação dos novatos. Uma acolhida calorosa, um passeio pelo prédio, apresentação a colegas da empresa. Os veteranos nunca devem substituir o treinamento, e sim dar apoio.

Procure no site www.vendamais.com.br mais informações sobre esse tema: PALAVRAS-CHAVE – Treinamento, mentor, ambiente, equipe, feedback.

José Aguinaldo de Moura – Capitão Aviador, Oficial de Comunicação Social do EDA http://www.aer.mil.br/Fumaca

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