Vença os desafios do trabalho em equipe – Motivação

Trabalho em equipe Motivação. Muitos dirigentes desejam que suas organizações funcionem com espírito de equipe, mas não criam condições para tal. A estrutura organizacional, a maneira como as funções são organizadas, a missão e as diretrizes determinam se a empresa é um ambiente fértil ou não para o trabalho em equipe.

Muitos dirigentes desejam que suas organizações funcionem com espírito de equipe, mas não criam condições para tal. A estrutura organizacional, a maneira como as funções são organizadas, a missão e as diretrizes determinam se a empresa é um ambiente fértil ou não para o trabalho em equipe. A cultura formada pelo conjunto de crenças e valores dos dirigentes também determina se o ambiente é ou não propício ao trabalho em equipe. :

Roberto Adami Tranjan, consultor empresarial e autor do livro Não durma no ponto (Editora Gente) toca nesse assunto lembrando que muitos dirigentes pregam o trabalho em equipe, mas decidem com freqüência sozinhos, na calada da noite. Outros desejam o trabalho em equipe, no entanto não divulgam as informações resultantes do trabalho das pessoas, mantendo-as fechadas a sete chaves. Outros querem o trabalho em equipe, mas difundem um ambiente em que a tônica é a desconfiança. :

Tranjan cita que a cultura da empresa cria um clima organizacional que pode ser restritivo ou impulsionador aos comportamentos voltados para o trabalho em equipe. Ele apresenta algumas condições que podem criar um clima favorável para o trabalho em equipe em qualquer tipo de empresa. Confira: :

– A missão, os objetivos e as metas são conhecidos por todos, todos compartilham dos mesmos princípios e concordam em atingi-los. :

– Há um sentimento de justiça, tanto na forma de distribuir as tarefas como na de recompensar as pessoas. :

– As lideranças adotam um modelo do tipo participativo, dispostas a ouvir, a acatar opiniões e a aceitar sugestões. :

– As informações sobre o desempenho do trabalho são divulgadas para todos. :

– Existe um esforço em compatibilizar os objetivos organizacionais com os objetivos pessoais. Tal tipo de conduta é condição sine qua non para um ambiente favorável de trabalho em equipe. :

– Transparência, ética, franqueza e assertividade são valores e práticas de empresas que obtêm sucesso com o trabalho em equipe. :

Citamos a seguir alguns medos que são desafios a serem vencidos para que haja trabalho em equipe: :

As diferentes esferas individuais. Cada pessoa é um conjunto único de interesses, preferências, aptidões, experiências, sentimentos, crenças e valores. O trabalho em equipe é um misto de antagonismo e conexões. Saber lidar com os antagonismos e tirar proveito das conexões é um exercício permanente de abrir mão de algumas vontades individuais ante às vontades comuns. Essa situação se agrava quando lembramos que nas empresas as pessoas, em geral, não se escolheram. Terão de trabalhar juntas e produzir resultados em conjunto. :

Perda de poder. Muitos líderes não estimulam o trabalho em equipe porque acreditam que estarão perdendo o poder para o grupo. Muitos até incentivam a competição entre pessoas porque acreditam em "separar para dominar". Trata-se de um medo infundado. Compartilhar a autoridade e o poder de decisão não significa perda de poder, mas ampliação. :

O grupo é uma fonte de conflitos. É bem verdade que quando interesses antagônicos se juntam o solo é fértil para o conflito. Mas também para a criatividade! O conflito construtivo sempre levará à criatividade se o grupo souber lidar com o consenso. Trabalho em equipe anda junto com administração de conflitos. É preciso perder o medo do conflito, deixar de vê-lo como uma coisa negativa no ambiente de trabalho. Os conflitos só são ruins quando consomem a energia do grupo, em vez de colocá-la a serviço de objetivos e metas. :

Confrarias. Alguns grupos acabam lidando tão bem com as relações interpessoais que se transformam em confrarias, ou seja, fechados em si mesmos. Rejeitam qualquer contribuição externa, boicotam novatos, sabotam objetivos que não passem pelo crivo preconceituoso de seus membros. Acreditam que tudo o que vem de fora e não foi criado por eles não é bom. O sentimento de “um por todos e todos por um” pode comprometer objetivos. Desse modo o grupo pode plantar as sementes da própria destruição. “O trabalho de liderança não é dar energia, mas liberá-la dos outros” – Francis Hesselbein

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