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Uma das coisas boas de ser editor é que estou permanentemente em contato com gente muito inteligente e, de vez em quando, recebo textos sensacionais. Coisas que você começa a ler, não consegue parar e, quando termina, tem um frio na barriga, porque sabe que aquilo tocou em algum ponto profundo do seu cérebro e coração. Quem me mandou o texto abaixo foi a Nany Lopez-Aliaga (nanv.behavior@uol.com.br). O autor é Oriah Mountain Dreamer, um ancião nativo americano (aqui no Brasil é índio mesmo, para horror dos politicamente corretos). Mas vale a pena ler. Veja só:

“Não me importa o que você faz para sobreviver. Quero saber qual a sua dor e se você tem coragem de encontrar o que seu coração anseia.

Não me importa saber sua idade. Quero saber se você se arriscaria parecer com um louco por amor, pelos seus sonhos, pela aventura de estar vivo.

Não me importa saber quais planetas estão quadrando sua lua. Quero saber se você tocou o âmago de sua tristeza, se as traições da vida ensinaram-lhe, ou se omitiu por medo de sofrer. Quero saber se você consegue sentar-se com as dores, minhas ou suas, sem se mexer para escondê-las, dilui-las ou fixá-las. Quero saber se você pode conviver com a alegria, minha ou sua, se pode dançar com selvageria e deixar o êxtase preenchê-lo até o limite, sem lembrar de suas limitações de ser humano.

Não me importa se a história que você me conta é verdadeira. Quero saber se você é capaz de desapontar o outro para ser verdadeiro consigo mesmo, se pode suportar a acusação da traição e não trair sua própria alma. Quero saber se você pode ser fiel e, conseqüentemente, fidedigno. Quero saber se você pode enxergar a beleza, mesmo que não sejam bonitos todos os dias, e se pode perceber na sua vida a presença de Deus. Quero saber se você pode viver com as falhas, suas e minhas, e ainda estar de pé na beira do lago e gritar para o prateado da lua cheia: “sim”!

Não me importa saber onde você mora, ou quanto dinheiro tem. Quero saber se você pode levantar depois de uma noite de pesar e desespero, exausto, e fazer o que tem de fazer com as crianças.

Não me importa saber quem você é, ou como veio parar aqui. Quero saber se você estará ao meu lado, no centro do fogo, sem recuar.

Não me importa saber onde, o que, ou com quem você estudou. Quero saber o que sustenta o seu interior quando todo o resto desaba. Quero saber se você pode estar só consigo mesmo, e se verdadeiramente gosta da companhia que carrega em seus momentos vazios.

Feliz caminhada a todos… Desejo que encontrem a coragem e a sabedoria para ser verdadeiros consigo mesmos. Obrigado por permitir-me partilhar um presente…”

Obrigado mesmo.

Um grande abraço.

Raúl Candeloro – Editor
Raul@vendamais.com.br
www.raulcandeloro.com.br

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