Você é um profissional do tipo farinha ou fermento?

Ele usou também este exemplo: o Reino dos Céus pode ser comparado a uma mulher que está fazendo pão. Ela toma uma medida de farinha e mistura com o fermento, até que ele penetre em todas as partes da massa.? Mateus 13:33 ?Ele usou também este exemplo: o Reino dos Céus pode ser comparado a uma mulher que está fazendo pão. Ela toma uma medida de farinha e mistura com o fermento, até que ele penetre em todas as partes da massa.? Mateus 13:33

Existem profissionais que mudam os ambientes que permeiam. Eu sei que, do ponto de vista da Psicologia, todos sofremos influência do meio em que vivemos ou atuamos. Mas há pessoas – e são poucas – capazes de, com sua presença e seu comportamento, mudar um ambiente, seja para pior ou para melhor. Considerando a parábola acima, Jesus deixa claro que, por mais que se tentasse esconder um punhado de fermento em meio a uma quantidade de farinha, a farinha denunciaria a presença dele, pois iria reagir à sua presença.

Em quase todas as passagens da Bíblia alusivas ao fermento, encontramos este ingrediente associado à idéia de algo ruim, de pecado que ?contamina? (leveda) toda a massa ou todo o ser humano. E esta idéia deve-se ao fato de que um pão sem fermento resiste muito mais tempo do que o pão fermentado. No caso específico desta parábola, Jesus compara o Reino dos Céus à farinha levedada. Uma vez que seria um absurdo imaginar Jesus comparando o seu Reino ao pecado (fermento), ele nos dá outra compreensão da ação deste ingrediente, e que tem tudo a ver com nossas vidas profissionais.

O princípio deixado por Jesus é de que existem elementos (fermento), os quais podemos chamar ?agentes?, que causam efeito em outros elementos, aos quais chamaremos ?pacientes? (farinha). É óbvio que, no caso da parábola, os elementos combinam-se e reagem quimicamente, sendo impossível sua separação. Mas quem disse que na mente não ocorre a mesma coisa? Coloque uma pessoa do tipo ?agente? (fermento) junto a uma pessoa do tipo ?paciente? (farinha), e você verá que, depois de certo tempo, não conseguirá mais distinguir de quem são os pensamentos, uma vez que estarão as duas pensando muitas coisas em comum.

Como fermento bom, você pode ser o agente de transformação de muitas pessoas ao seu redor. Você pode, com sua influência, expandir as mentes e os corações dos que o cercam, levando-os a pensar melhor e mais alto, e sentir melhor e de forma mais profunda. E o efeito do agente não acaba no paciente. Ele se multiplica. Tome um punhado de massa sem fermento e coloque-a junto de uma massa em fermentação. O que você verá é que toda a massa se fermentará. Ou seja, profissionais que são positivamente ?contaminados? pela influência de colegas agentes são meios naturais e espontâneos para a propagação de boas coisas.

Portanto, não é para se desesperar caso você conclua que é farinha (paciente), pois, mesmo assim, terá condições de multiplicar o bem e influir positivamente, só que numa escala menor. O fermento, por suas características mais transformadoras, é mais valioso, pois um pouco dele já faz toda a diferença. É como aqueles sábios que, com suas poucas palavras, têm o poder de transformar os homens e, por fim, a História. Lembra-se do ?I have a dream?, de Martin Luther King?

Se você já está fazendo associações entre o fermento e os líderes, seu pensamento está na direção correta. Só não caia na ilusão de achar que para ser fermento precisa ter um posto (cargo) de liderança. Você só precisa ter a capacidade própria dos elementos agentes: promover mudanças na estrutura (química, mental, social, espiritual) dos que o cercam.

E aí? Você é farinha ou fermento? Espero que, depois deste texto, sua cabeça e seu coração estejam fermentando!

Paulo Angelim é consultor e palestrante nacional em marketing, vendas e crescimento pessoal, além de escritor. Visite: www.pauloangelim.com.br Para saber mais: Desenvolvimento Profissional ? Alcance o Sucesso Sem Vender a Alma (Editora Mundo Cristão). Site: www.mundocristao.com.br.

?Os dois fatores que mais nos influenciam são os livros que lemos e as pessoas com as quais convivemos? Howard Hendricks

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