Você procura, né?

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Certa vez, Luis Fernando Veríssimo fez uma coluna mais ou menos assim: Certa vez, Luis Fernando Veríssimo fez uma coluna mais ou menos assim:

?O mordomo entra no quarto carregando a bandeja do café da manhã. A madame o interpela:

? Ouvi agitações na rua, ontem à noite.

? Certamente pessoas saindo das boates, madame.

? Ouvi as pessoas gritando e marchando em uníssono.

? Com certeza uma torcida de futebol, madame.

? Ouvi sirenes de carros de polícia, e tiros sendo dados para o alto.

? Com certeza folguedos e fogos de artifício, madame.

? Olhei pela janela e vi pessoas carregando cartazes e gritando palavras de ordem, e a polícia reprimindo a manifestação. Houve confusão, gente machucada e presa.

? Espera um pouco, madame. Quer dizer que a senhora saiu de sua cama, vestiu seu robe de seda, atravessou esse quarto enorme, foi até a janela e viu tudo isso?

? Vi, sim.

? A senhora também procura, né, madame??

Guardadas as devidas proporções, nós também temos a tendência de procurar. De gastar tempo e massa cinzenta nos envolvendo em problemas que não são nossos, que em nada ajudam nossa vida pessoal ou profissional, tampouco a situação daqueles que nos cercam. O que isso gera está na cara: fofocas, falta de tempo, frustrações, incômodos.

É preciso saber o que procurar, saber as áreas onde nossa intervenção e preocupação é bem-vinda. Isso não significa isolar-se. Somos seres sociais, e a mão amiga muitas vezes é o único recurso que resta a muitas pessoas. Mas dose e não permita que isso o afete nas outras áreas de sua vida. Simplifique suas preocupações e suas ocupações. É a melhor maneira de ser feliz e fazer os outros felizes.

Pensamento positivo

Você já deve ter ouvido a história do copo meio cheio ou meio vazio. Dizem que é um rápido exercício de psicologia que permite identificar os pessimistas dos otimistas. Mostra-se um copo com líquido pela metade. O otimista diz que está meio cheio. O pessimista, que está meio vazio. Lógico que existem outras respostas:

· O maníaco por limpeza: ?O que importa é que o copo está sujo?.

· O depressivo: ?O copo está meio vazio, o refrigerante que ele contém está quente e se eu pegar ele vai estourar na minha mão?.

· O com mania de perseguição: ?Isso é pegadinha, né doutor? O que o senhor quer que eu responda? Se eu responder, isso significa que eu sou louco??.

· O cleptomaníaco: ?Copo? Que copo? Ah, não sei como esse copo foi parar na minha bolsa…?

Bom, mas isso é outra história. O fato é que somos educados, desde muito cedo, a ver o lado negativo das coisas. A sempre esperar o melhor. Se tem alguma dúvida, observe qualquer criança de quatro, cinco anos. Você verá como ela se encanta com tudo, dá um jeito de transformar o mínimo e mais corriqueiro acontecimento em uma fonte de alegria.

Aí, conforme crescemos, esquecemos isso, e passamos a ver sempre a pior parte. Aquela que diz que dará errado. Aquela que diz que a outra pessoa irá, fatalmente, nos enganar. Aquela que diz que a situação e a crise está cada vez pior. Precisa ser assim? Como estamos falando de pensamento, essa é uma pergunta que só você pode responder, pois só você sabe como vê cada fato. A escolha é apenas sua.

Todo dia você pode levantar com um suspiro, pensando que vai enfrentar mais 24 horas de encheção de saco.

Ou pode começar cada jornada diária com um sorriso, pensando em tudo o que você vai realizar, nas pessoas que ajudará. Seu trabalho, suas tarefas físicas não irão se alterar por causa disso. Porém, a simples mudança na atitude de encará-las faz toda a diferença em matéria de estresse, satisfação e produtividade.

Frase: O otimista proclama que vivemos no melhor dos mundos; e o pessimista tem medo que isso seja verdade ? James Branch Cabell

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