Apenas fazer um planejamento não basta. No caso de ele falhar, é preciso ter um “plano B”
Muitas pessoas ainda vivem movidas por reações. Reações ao que ocorre diariamente, ao que já aconteceu ou a qualquer coisa imprevista. Não desenvolvem seu projeto de vida, seu planejamento pessoal ou determinam o que realmente querem, onde pretendem chegar e como desejam fazer isso.
Há também aqueles que já realizaram seu planejamento pessoal e profissional. Definiram em qual atividade desejam trabalhar, que cargo gostariam de ocupar, qual salário seria o ideal, com quantos anos pretendem se casar, em quanto tempo irão comprar uma casa, etc.
No entanto, quando um desses projetos foge do previsto, essas pessoas não possuem um “plano de contingência”, um “plano B”. Uma forma alternativa de ajustar a realização do sonho ou desejo. Elas simplesmente abrem mão do que não ocorreu como previram e passam a focar outro projeto. Se novamente o outro projeto não seguir como esperavam, deixam-no de lado e passam à próxima meta, e assim sucessivamente.
Estamos sujeitos a imprevistos constantes. Fatores externos são grandes influenciadores de nossas estratégias. Você pode investir em ações que estão em alta, mas que em determinado momento poderão despencar, justamente porque oscilam de acordo com o mercado.
Sabendo que a tecnologia movimenta o mundo e somente os que tiverem grande afinidade com ela terão sucesso, você pode se especializar em tudo que se refere a esse assunto, porém se perder o contato e relacionamento com pessoas, poderá ficar limitado a uma determinada área, setor ou profissão.
Você pode comprar um imóvel pequeno para atingir o sonho da casa própria, mas se tiver filhos trigêmeos, a casa se tornará pequena e insuficiente para manter o conforto da nova grande família. Enfim, você pode e deve realizar seus projetos de vida para poder atingi-los, mas tenha cautela e defina um plano B, outra alternativa.
Vamos imaginar que você se programou para freqüentar um curso superior e, em até dois anos após sua conclusão, deseja ser promovido, obter aumento salarial de 25% em relação ao que recebe atualmente, e, com isso, irá finalmente se casar e formar sua sonhada família.
Você conseguiu ser promovido, mas seu aumento salarial foi de apenas 15%, e não 25% como esperava. O que fazer? Adiar o casamento ou terminar o noivado? Não.
Primeiro você deve verificar por que não obteve o aumento desejado. Foi porque imaginou um salário acima do mercado? Ou a empresa não quer investir e ter um bom profissional por um custo menor? Qual outra razão pode existir? Você tentou negociar com a organização? Fez seu marketing pessoal?
Digamos que tenha analisado todas as hipóteses, e não há jeito – não terá maiores aumentos no momento, só daqui a no mínimo seis meses. Agora você deve adiar seu casamento por isso?
Verifique todas as suas despesas antes, durante e após o matrimônio. Levante suas receitas e de seu futuro cônjuge. Elas serão suficientes para levarem uma vida modesta, sem luxo, mas segura e confortável por um bom período? Caso sim, vocês podem arriscar se casarem, controlar as despesas e, depois do novo aumento ou promoção, desfrutar de uma vida melhor.
Mas se chegarem à conclusão de que é muito arriscado para o perfil de vocês, não há nada errado em adiar o casamento mais um pouco. O que não se deve fazer é se habituar a justificar uma coisa com outra sem antes verificar se realmente não existe possibilidade de seguir seus sonhos e projetos de vida adiante.


