Ele não é parente do James Bond mas tem licença para vender. O gaúcho William Edward V. Bond, de 37 anos, deu uma reviravolta na carreira em 89, quando resolveu abandonar de vez o cargo de oficial temporário do Exército e assumir a representação de uma multinacional do ramo de produtos químicos. Sem nenhuma experiência em vendas, William sonhava em ser o melhor vendedor de sua região. Para que isso se tornasse realidade, buscou a especialização participando de palestras, cursos e lendo muito sobre o assunto, encarou o novo desafio como uma verdadeira missão.
Sua primeira lição foi que o vendedor deve ser verdadeiro, conhecer o produto que vende e cumprir o que promete. E foi justamente esse conhecimento que fez com que William conquistasse um cliente especial que se mantém fiel há mais de 11 anos. “Eu ofereci o produto e, na mesma hora, o empresário mostrou o do concorrente, dizendo que era mais barato. Quando calculei a diluição do produto, percebi que o cliente sairia perdendo, pois o nosso produto rendia bem mais. Fiquei tão feliz, que saí dançando passos de balé na frente dele, e até hoje, quando me telefona pede para falar com bailarino”, relata o supervendedor que hoje é sócio da Bondmann Química, maior fábrica de produtos químicos de manutenção industrial do Sul do Brasil, localizada em Canoas, RS.
Hoje a empresa conta com mais de 50 profissionais de venda, que são treinados e orientados semanalmente. Como no mais recente filme de James Bond, os lucros de William vão precisar encontrar “um novo dia para morrer”.
“O vendedor que não acredita na empresa e no produto não consegue vender”


