A feliz tarefa de um vendedor

É necessário que se erga a cabeça, e a coloque exatamente olhando para frente. Qual outra saída, quando se tem uma série de problemas que são criados por nós, nessa nossa oficina carregada com mais ou menos um quilo de miolos, chamada cabeça? No Brasil do novo milênio, já está traçada a meta governamental de fazer com que o vendedor sofra as demoras do tempo. Demoras que irão causar, se já não causaram, desafetos e vergonha, dado a dimensão que tomou o problema sério causado pelo atentado aos EUA. Entretanto, temos nós, suados e calejados vendedores, carregadores de maleta, demonstradores de plantão que assumir o risco, postergar prazos assumidos, seja lá com investimentos ou despesas, para garantirmos a certeza da honra de nossos compromissos. Mas, honrar, num momento tão delicado desses, onde as coisas parecem difíceis… de que jeito, quando até perdemos o hábito de tirar o talão da pasta ? oferecendo, desta feita, menor resistência ao conhecido ?desconhecido? de cada ano: a falta de dinheiro, a dificuldade, a queda nas vendas. Tudo isso, sem mencionar os custos de viagens, estadias, refeições, etc. e tal… Confesso que esse bichinho do ?han-han? também me atacou. As besteiras das quais estamos ávidos por cometer nos batem à porta e, como que num piscar de olhos… Já está tudo feito.

Bom… E, daí?

Daí, que é necessário que se erga a cabeça, e a coloque exatamente olhando para frente, vislumbrando o horizonte, tal qual anteriormente já fora visto e, com pedidos sérios e verdadeiros de desculpas, renegociações e tudo o que se é necessário (somente que, nem sempre é direito), dar a volta por cima e tocar o barco, remando contra a correnteza. Qual outra saída, quando se tem uma série de problemas que são criados por nós, nessa nossa oficina carregada com mais ou menos um quilo de miolos, chamada cabeça?

No decorrer destes dias, quando havia me decidido a não mais escrever uma linha sequer, tive a oportunidade de conversar com pessoas sérias, comprometidas com a família, a sociedade e o trabalho. Ouvindo algumas orientações, conclui que posso contribuir. No entanto, sei fazer, e no que diz respeito a isso acredito que eu saiba, duas coisas ? dentro de minha profissão: a primeira delas é demonstrar e expor produtos de limpeza, aplicar resinas de impermeabilização, utilizando-me de meios de limpeza com máquinas profissionais, chefiando equipes para tanto e construindo, em função disso, resultados de satisfação gigantesca aos clientes servidos. Já, a segunda é falar e, falando acabo colocando todas as minhas idéias e resultados obtidos em minhas aplicações de trabalho, ou seja, a prática executada no papel. Procuro escrever cada um dos meus trabalhos. Disso surgiu o treinamento de vendas.

Então, possuidor de algumas técnicas que se adequaram à minha vida profissional, treinamentos isolados a pedidos de empresas interessadas em meu desempenho, surgiu-me um outro interesse, o de servir ao desempregado que se interessa por entrar para o ramo de vendas e não o faz, imaginando não estar capacitado, ou até mesmo por não ter como arcar com os custos de uma profissionalização na área de vendas.

Dei-me a oportunidade de ser feliz. Procurei atenuar os problemas construídos por mim, num passado que não está tão longe e também não tão presente, que ainda me oferece as suas fagulhas ? como recordação e prejuízo e me obriga a estar renegociando, o direito e o dever de orientar e preparar, de forma gratuita, sem ônus algum, pessoas interessadas em estar nesse mercado de vendas, essa maravilha, esse vasto horizonte, repleto de oportunidades, onde a dificuldade, a mesmice e a inoperância só existem para aqueles que, vivos estão mortos e, mortos não querem viver ? não têm lugar, nem sentido.

Numa conversa rápida, porém, bastante frutuosa com a presidente da ?Comunidade Mãe de Deus?, Regina Cascales, foi que lancei a idéia. Trabalhar para ser feliz. Oferecer à minha comunidade, à minha cidade o direito de conhecer algumas técnicas de vendas. É isso. Trabalhar para ser feliz. Produzir para viver e viver para produzir. São metas pessoais que me impus. Talvez tenha encontrado uma porta que me conduzirá à felicidade. Mas, quem é feliz sem estender as mãos?

Fico extremamente grato com três amigos, o Alberto Centurião de Carvalho, um grande consultor de vendas, que me incentivou a continuar com meus artigos, que é meu companheiro do grupo de discussão, o ?grupo Vendas?, cujo endereço divulgo para os interessados ? www.grupos.com.br/grupos/vendas, e a dois padres, Frei Chico ? mentor das obras ?Centro Social São José? e ?Casa de Apoio ao Menor Carente Adelina Alóe?, que abrigam crianças carentes e necessitadas de amor e carinho, que muito contribuiu para que eu voltasse ao meu estado emocional natural, fazendo-me caminhar com segurança, e ao Frei Ângelo, dileto amigo, confessor e companheiro, das horas boas e tristes, que me auxilia, sempre que necessário, empurrando-me de volta para o caminho correto a ser percorrido.

Confesso que amo a minha profissão. Sinto prazer em servir. Sou feliz demonstrando e orientando. Creio que consegui preencher um vazio que jamais fora novamente ocupado, em meu coração. Quero imaginar que, com tal retorno e atitudes, conseguirei fazer com que aqueles habitantes que não voltam mais, que me fizeram e ocuparam esse espaço, estejam felizes também.

Paz e União no Novo Ano.

?O melhor guerreiro é aquele que olha nos olhos do inimigo e o faz irmão?.

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