As noites de domingo costumam ser uma tortura para muita gente. Elas significam que o fim de semana está terminando e, na manhã seguinte, será a hora de voltar ao trabalho ? e a todos os problemas e dramas deixados para trás na última sexta-feira. Mauro Silveira, autor do livro O Emprego Ideal Existe (Editora Gente) aborda esse tema com muita propriedade. As noites de domingo costumam ser uma tortura para muita gente. Elas significam que o fim de semana está terminando e, na manhã seguinte, será a hora de voltar ao trabalho ? e a todos os problemas e dramas deixados para trás na última sexta-feira. Mauro Silveira, autor do livro O Emprego Ideal Existe (Editora Gente) aborda esse tema com muita propriedade. Ele comenta que a literatura médica registra uma infinidade de casos de pacientes que, durante o entardecer de domingo, começam a apresentar quadros de depressão, desânimo e até crises de choro. Além de um problema clínico em si ? a depressão vem sendo chamada de doença do século ?, esses profissionais têm no trabalho uma fonte de insatisfação e frustração. A simples constatação de que está se aproximando a hora de encarar o mau humor do chefe, as brincadeiras nem sempre oportunas dos colegas e a rotina diária de tarefas já é suficiente para tornar a volta ao batente um verdadeiro inferno.
A maior parte das pessoas não nutre simpatia pelas segundas-feiras, mas tem consciência de suas obrigações e deveres. O pior, segundo Mauro, é que há profissionais, no entanto, que transformam todos os dias da semana numa espécie de segunda-feira interminável. Não encontram ânimo nem motivação para sair da cama todas as manhãs e encarar o dia de trabalho. Sentem-se frustrados e infelizes com seu emprego e carreira. É o momento em que descobrem que as coisas não saíram como o planejado ou sonhado. Em que momento da carreira eles erraram para chegar a esse ponto? Provavelmente a falha mais importante nesse processo foi não fazer a análise das oportunidades de trabalho baseados em suas habilidades individuais e naquilo que de fato gostariam de realizar como profissionais.
Para sugerir uma saída, o escritor mostra o que acontece em comum entre as pessoas que se dizem realizadas profissionalmente:
– Elas souberam respeitar sua vocação.
– Buscaram trabalho em empresas que possuíam valores iguais aos seus.
– Gostam verdadeiramente do que fazem. O trabalho é visto como fonte de prazer.
– Estão permanentemente se capacitando como profissionais.
– Sabem se automotivar e vibram com os bons resultados.
– Encaram os problemas como desafios, não como obstáculos.
– Não conseguem enxergar sua vida sem o trabalho.
– Estão sempre em busca de inovações e maneiras de aperfeiçoar o trabalho.
– Não se importam com o status da profissão, mas com a realização de algo bem-feito.
– Vêem o trabalho como um meio de dar uma contribuição à sociedade, e não somente como um meio de pagar contas.
– Encaram o dinheiro como conseqüência natural de um trabalho bem-feito e reconhecido pelos clientes.
– Sentem-se felizes com o crescimento da empresa e a ascensão dos colegas.
– Não barganham seus sonhos por dinheiro. Jamais trocariam uma empresa onde estão felizes por outra que oferece apenas um salário maior.
– Jamais descuidam da vida pessoal nem de sua família.
– A segunda-feira é aguardada com alegria.
O grande mérito desses profissionais é traçar a carreira tendo como base um projeto de vida. São pessoas capazes de dizer ?não? a qualquer proposta que fuja daquilo que ambicionam ou que vá contra seus princípios e valores, acrescenta o escritor.
?Se você ainda não tem um projeto de vida, está na hora de colocá-lo no papel. Nunca é tarde. Avalie a empresa em que está ou em que sonha trabalhar considerando aquilo que você deseja para sua vida. Procure se imaginar daqui a cinco ou dez anos e questione se essa organização o ajudará a chegar lá. Ela permitirá que você explore mais seus pontos fortes do que os fracos? Se as peças não se encaixarem perfeitamente, a empresa em questão não é a ideal para você. Trabalhar nela representará sempre uma melancólica manhã de segunda-feira?. ?Ache um trabalho de que goste e acrescente cinco dias a cada semana? ? H. Jackson Brown


