É preciso investir

Pense com maior cuidado sobre a sua participação no meio em que trabalha. Vestir a camisa é pouco, é preciso investir na empresa. Está em nossas mãos boa parte do que falta para melhorar o que somos. Muito é tratado sobre o que as organizações precisam fazer em favor de seus funcionários. E não é sem razão, pois o ser humano encontra-se em uma posição privilegiada, do ponto de vista estratégico das soluções cotidianas experimentadas no mercado altamente competitivo. Está nos colaboradores a chave para resolver problemas e empreender ações criativas que mantenham a vida organizacional em ritmo de competição e sobrevivência. Sabe-se, portanto, que o bom colaborador vale ouro.

No entanto, as relações profissionais demandam esforços de mão dupla, cuja participação do funcionário deve crescer também. Dar e receber exprime o cenário da gestão de pessoas e, dessa forma, o compromisso fixa-se tanto pela instituição quanto pelo colaborador. Ambos arregaçam as mangas e aumentam as chances de crescimento e resultados. Para ter em mira tais propósitos de compartilhamento, é preciso considerar a gestão pessoal que cada colaborador deve realizar:

1. Inicie os primeiros passos rumo a sua autonomia nas operações rotineiras e em outras mais ousadas. Nos últimos anos, com a expressiva diminuição do número de lideranças no organograma das organizações, restou ao pessoal da produção o papel de resolver certos problemas, como reduzir desperdício, planejar e empreender novas formas de melhoria na qualidade, preocupar-se com o processo produtivo que atinge o consumidor, estimular e influenciar o grupo para o controle e a observação dos resultados, etc. Conheça a sua função, porém, não se acorrente a ela. Faça a sua revolução organizacional.

2. Busque incessantemente a aprendizagem e a mudança, o conhecimento e o desenvolvimento de competências, confrontando teoria e prática, além de disseminar internamente a cultura desse tipo de evolução. Pode ser chamada de gestão do saber organizacional, levando-a a ativar ainda mais a então conhecida gestão do conhecimento. Os funcionários acostumaram-se a esperar o departamento de RH oferecer cursos e palestras. É preciso antecipar-se e interagir com a organização de modo global. As pessoas percebem dificuldades variadas em suas operações diárias, mas pouco pesquisam sobre elas e muito menos comunicam, a fim de encontrar maneiras de ultrapassa-las. Assuma o desafio e dê o passo adiante. O problema da empresa é seu também.

3. Encare a sua atividade profissional como um negócio que requer sangue, suor e lágrimas. Ninguém permanece ileso em uma batalha. Mude seu conceito a respeito de cumprir apenas aquilo pelo que é paga; quem se limita é você. Deixar de ser criativo ou empreendedor porque os benefícios não alcançam tais propostas é reduzir a sua própria capacidade a preços meramente determinados pelo mercado. Você é muito mais do que se percebe através dos números que constam em seu holerite. Supere-se e valha cada vez mais. Se a organização não for bem, você também afunda. Todavia, se ela cresce…

4. Busque sempre trabalhar em equipe, embora existam rotinas solitárias. Contudo, examine a situação e identifique se há espaço para duas ou mais pessoas exercerem a sinergia que proporciona melhores resultados. Não espere o chefe formar os grupos, como ocorria em sua época escolar. Atraia outros colaboradores e faça desse gesto um hábito. Aproxime-se das pessoas e compartilhe tudo o que puder. O mundo sofre, atualmente, da distância entre os seres humanos. Adoecemos por aquilo que é vital para a qualidade de vida: o convívio. Interceda e prove que sempre é tempo para unir, mesmo em tempos de desunião e competição doentia.

Pense com maior cuidado sobre a sua participação e os efeitos que você causa no meio em que vive e trabalha. Vestir a camisa é pouco, é preciso investir na empresa. Está em nossas mãos boa parte do que falta para melhorar o que somos. Tome as rédeas do que for possível e se dirija melhor aos caminhos que escolheu para se desenvolver como ser humano e profissional.

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