O balconista empreendedor

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As pessoas que atendem na recepção, atrás de um balcão qualquer, precisam incorporar o espírito do proprietário para atingir seus objetivos e o de seu contratante. Paro na estrada para tomar um café expresso e a moça, que atende com muita cortesia, reclama do fraco movimento. Converso com um balconista de outra rede de serviços e ele conta que precisa vender mais porque está longe de sua meta mensal. Vou abastecer o carro e o frentista sugere gasolina aditivada e acessórios para o carro, além de limpar o vidro.

O que está acontecendo na área de serviços? Até o atendente, outrora visto como mais um, agora está mudado, sabe mais dos produtos e tem atitudes de empreendedor. O que fez as pessoas, nas mais diferentes profissões, se colocarem, muitas vezes, no lugar do dono? Que mágica é essa?

A competição e a concorrência estão aí, o mercado é amplo, há ofertas niveladas em todos os cantos e, por isso, é preciso se diferenciar e se destacar de alguma outra forma para sobreviver. As pessoas que atendem na recepção atrás de um balcão qualquer precisam incorporar o espírito do proprietário para atingir seus objetivos e o de seu contratante.

Nessa onda, empresas passaram a treinar seus colaboradores, mesmo que informalmente, desde os pequenos estabelecimentos de comércio ou serviço até os grandes empregadores do momento.

Aumentou a responsabilidade do dono pela sobrevivência do negócio. Ele, que no atendimento direto faz tudo para encantar o cliente oferecendo até descontos ou brindes, sacou finalmente que, na sua ausência, os empregados precisam dar continuidade a esse processo de felicidade mútua. E, pacientemente, investe nesse sentido.

Mas não basta apenas treinar e exigir mais. É preciso também recompensar. Assim, estão adotando a remuneração mista. Trata-se de um valor mínimo fixo e uma parte variável em função do volume de vendas ou, às vezes, sobre vendas de apenas alguns itens que deixam maior margem de contribuição.

Todos ganham com essa visão e prática. Os clientes ficam mais satisfeitos por um contínuo atendimento nota dez, os empregados faturam algum extra que não faz mal e o negócio vai se mantendo e prosperando. A economia e o governo agradecem.

Senhoras e senhores, empreendedores-patrões e empregados-potenciais empreendedores, reflitam! Em tempo de dificuldade, precisamos de mais aproximação. O que nos separa são apenas meras circunstâncias de coragem para o risco e o capital. Na essência, estamos no mesmo barco e lutamos pelos mesmos objetivos.

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