O novo profissional

Para o bem da sua carreira ? em vendas ou em qualquer outra área ?, inove sempre! Não espere que as coisas venham até você. Vá até elas! O mercado de trabalho mudou muito desde a regulamentação das profissões no século passado. Mas nunca o salto foi tão grande como nos últimos dez anos. Com a evolução da tecnologia em todas as áreas e a crescente diversificação econômica gerada pela globalização, cada vez mais a capacitação profissional é exigida.

Qualidades pessoais como responsabilidade, compostura moral, experiência ou boa capacidade de relacionamento não garantem mais a estabilidade em um cargo. Imaginar então promoções ou grandes aumentos nas possibilidades salariais está fora de questão.

O fato de um empregado desempenhar corretamente e idoneamente sua função apenas o transforma em uma peça de máquina. Uma peça de máquina funciona até que apresente defeito e tenha de ser trocada por outra nova. Ninguém vai parar um carro, por exemplo, e dizer: ?puxa vida filtro de óleo, como você trabalha bem!? ou ?nossa bateria, como você transporta bem eletricidade!?.

Assim funcionam as políticas entre empregadores, gerentes, chefes e operadores. Mesmo que elogios motivacionais sejam praticados vez ou outra, eles não farão que um operador tenha um cargo de maior relevância ou que seu salário seja aumentado.

Mesmo nas grandes corporações, as promoções ou premiações, por tempo de serviço, já não são como no passado.

O profissional de hoje que deseja crescer e ter segurança tem de oferecer algo a mais que os outros: ele tem de se destacar. Somente aqueles que têm um diferencial serão capazes de ser reconhecidos e consecutivamente angariar novas pretensões salariais. Os demais serão como peças, que enquanto estiverem funcionando estarão na máquina. Quando não servirem mais, vão para o lixo.

E como se destacar, se às vezes você não tem liberdade nem autoridade para desenvolver atividades além das permitidas para sua função? Simples: inove. Faça algo paralelo que não prejudique seu rendimento. Não basta ter idéias e passá-las à frente, pois, sem provar que são eficientes, elas vão para o lixo junto com as famosas caixinhas de sugestões elaboradas pelas empresas. Sem contar que seu chefe pode até mesmo usá-las como sendo idéias dele e se dar bem junto à diretoria.

Um exemplo prático que poderíamos citar envolveria a telefonista de uma empresa. Durante muito tempo, Maria, a telefonista, atendia aos clientes e os encaminhava para as devidas pessoas requisitadas. Maria tinha educação, paciência, agilidade e boa memória, qualidades essenciais para o cargo. E fazia excepcional uso delas no seu dia-a-dia. Portanto, não havia nenhuma necessidade de seu chefe trocá-la. Mas também não havia necessidade alguma de aumentar-lhe o salário ou premiá-la por bom desempenho. Caso ela falhasse, era só contratar outra. Pois como se diz: tem uma fila enorme de pessoas qualificadas querendo uma vaga em qualquer empresa.

Certo dia, Maria resolveu, por conta própria, fazer uma pequena e rápida pesquisa de qualidade junto aos clientes que ligavam diariamente. Nessa pesquisa ela colheu as principais reclamações sobre os produtos que a empresa vendia. Durante dois meses ela fez a pesquisa. Ao seu término, plotou os dados colhidos em uma simples planilha e apresentou o trabalho a seu chefe. Surpreso pela capacidade de investigação de Maria e por sua iniciativa de resolver problemas da empresa que não diziam respeito efetivamente a seu cargo, ele a indicou para o setor financeiro da empresa que necessitava de uma pessoa para integrar seu quadro. Assim, Maria teve um acréscimo de 50% em seu salário.

O que ela fez foi inovar. Se ficasse ali em sua função de telefonista, durante dez anos, mesmo com toda eficácia profissional que apresentava, seu salário apenas seria reajustado com base nos índices conquistados em convenções de sindicatos.

Maria também não se conformaria em fazer apenas as funções de seu novo cargo no financeiro. Ela aprendeu a ir além em qualquer função que desenvolvesse. Mesmo que demorasse para crescer novamente, ela teria a confiança de seus superiores em sua capacidade e a admiração dos colegas de setor.

Se isso não for problema para você, ou seja, se você fica tranqüilo e sossegado com sua atual situação, sentindo-se seguro por ?garantir? seu emprego, tudo bem. Para a empresa será maravilhoso. Ter um profissional eficiente que funciona perfeitamente sem necessidade de gerar custos com aumentos salariais é ótimo para a rentabilidade da empresa.

Agora, se você aspira evoluir profissional e economicamente, faça o algo a mais. Não se limite a cumprir os processos que lhe foram designados. As empresas hoje buscam os diferenciados, os inovadores, os dinâmicos. Esses são os profissionais que compensam os investimentos. Esses serão os líderes do futuro em qualquer instituição.

O correto, o óbvio, o ideal, todos fazem. Não seja igual aos outros, senão será tratado igual aos outros. Não deixe que a empresa em que você trabalha seja uma máquina e que você seja simplesmente uma peça, pois, dessa forma, cedo ou tarde você será trocado.

Inove e mude seu futuro.

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