O Oitavo Hábito – Da eficácia à grandeza

Transforme o modo de pensar sobre si mesmo e sobre o propósito de sua vida Nos mais de 15 anos que transcorreram desde sua publicação, o clássico Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes tornou-se um fenômeno mundial com mais de 15 milhões de exemplares vendidos. Foram muitas as pessoas que aprimoraram significativamente suas vidas e suas organizações aplicando os princípios dessa obra clássica de Stephen Covey.

Mas o mundo mudou muito. Os desafios e a complexidade com que nos deparamos em nossos relacionamentos, famílias e empresas são inteiramente novos. Ser eficaz, como pessoa e como organização, deixou de ser apenas uma opção ? é uma exigência para a sobrevivência hoje. Mas para prosperar, inovar, ser excelente e liderar, precisamos ir além da eficácia. O que esta nova era pede é grandeza, realização, execução apaixonada e contribuição significativa.

Atingir os níveis mais altos do gênio e da motivação humana na nova realidade exige uma nova mentalidade e um novo conjunto de qualificações e ferramentas ? em síntese, todo um novo hábito. A mudança fundamental neste novo mundo é esta: encontrar nossa voz interior e inspirar os outros a encontrar a deles. É o que Covey chama de 8º Hábito.

A dor

Ouça as vozes:
?Estou aprisionado na rotina.?
?Ninguém me dá valor. Meu chefe nem tem idéia da minha capacidade.?
?Tudo é urgente. Estou estressado.?
?Estou frustrado e desanimado.?
?Não posso mudar as coisas.?

Há muita gente frustrada, desanimada, menosprezada e pouco valorizada com pouco ou nenhum sentido de voz ou contribuição. Obviamente, algumas pessoas estão empenhadas, participando e energizando seu trabalho… mas são muito poucas. Apesar de todos os avanços tecnológicos, da inovação nos produtos e nos mercados mundiais, a maioria das pessoas não está progredindo onde trabalha. Elas não se sentem nem realizadas nem empolgadas. Elas se atolam e se distraem. Dá para imaginar os custos pessoais e organizacionais da incapacidade de empenhar plenamente a paixão, o talento e a inteligência da força de trabalho? É muito maior do que todos os impostos, juros e custos trabalhistas somados!

O problema

Há uma razão simples e abrangente pela qual tantas pessoas permanecem insatisfeitas com seu trabalho e as empresas deixam de tirar partido do talento de seu pessoal. É a falta de um paradigma completo de quem somos ? nossa visão fundamental da natureza humana. A realidade fundamental é que os seres humanos não são coisas que precisam ser motivadas e controladas, mas são seres com quatro dimensões ? corpo, mente, coração e espírito. Elas também representam as quatro necessidades e motivações básicas de todas as pessoas: viver (sobrevivência), amar (relacionamentos), aprender (crescimento e desenvolvimento) e deixar um legado (significado e contribuição).

O essencial é que, quando se negligencia qualquer das quatro partes da natureza humana, se transforma a pessoa em uma coisa. E o que fazemos com as coisas? Temos que controlá-las, gerenciá-las e recorrer à cenoura e ao chicote para motivá-las. Pode-se ver como os problemas centrais do trabalho e as soluções para eles estão em nosso paradigma da natureza humana? Quantas das soluções para os problemas que enfrentamos no lar e na comunidade repousam no mesmo paradigma?

A solução

Todos escolhemos uma de duas estradas na vida ? os velhos e os jovens, os ricos e os pobres, os homens e as mulheres. Uma é larga, bem percorrida, a estrada para a mediocridade; a outra é a estrada para a grandeza e o significado. O leque de possibilidades existentes dentro de cada um desses dois destinos é tão amplo quanto a diversidade de dons e de personalidade encontrada na família humana. Mas os dois destinos contrastam como o dia da noite.

O caminho para a mediocridade inibe o potencial humano. A trajetória para a mediocridade é um remendo, um atalho para a vida. O caminho da grandeza é um processo de crescimento seqüencial de dentro para fora. Os que viajam pela estrada para a mediocridade vivenciam o software cultural do ego, da complacência, da mesquinharia, competição e vitimização. Os viajantes que escolhem o caminho superior para a grandeza elevam-se acima das influências culturais negativas e optam por se tornar a força criativa de suas vidas. Uma palavra exprime a trajetória para a grandeza: voz. Os que seguem este caminho encontram a própria voz e inspiram outros a achar a deles. O resto não consegue nunca.

Veja, a seguir, as maneiras que Stephen Covey aconselha você a encontrar sua voz interior:

1. Descubra a sua voz interior entendendo sua verdadeira natureza (o que Covey chama de três maravilhosos presentes de nascença), e usando com integridade a inteligência ligada a cada uma das quatro partes de nossa natureza.


Quase tanto como a vida, a capacidade de escolha é nosso maior dom. Somos um produto da escolha, não da natureza (genes) ou da criação (educação, ambiente). Certamente os genes e a cultura exercem uma influência poderosa, mas não são determinantes.

A consciência de nossa liberdade e capacidade de escolha é afirmativa porque pode estimular nosso senso de possibilidade e de potencial. Pode também ser ameaçadora, até aterrorizante, porque de repente nos tornamos responsáveis. Se no decorrer dos anos nos abrigamos na explicação de nossa situação e de nossos problemas em nome das circunstâncias passadas ou presentes, é realmente assustador pensar de outro modo. De repente, não há mais desculpas.

Segundo dom: as leis naturais ou princípios

Todas as ações acarretam conseqüências. Não podemos ignorar as leis naturais e não temos escolha senão operar de acordo com elas. Se pularmos de um prédio de dez andares, não adianta mudar de idéia no quinto andar. A gravitação controla a queda. Isso é autoridade natural.

O que é autoridade moral? É o uso de nossa liberdade e capacidade de escolha embasado em princípios. Em outras palavras, se seguirmos princípios em nossas relações com outras pessoas, estamos tirando partido da autorização da natureza. As leis naturais (como a da gravitação) e os princípios (como o respeito, honestidade, bondade, integridade, doação e justiça) controlam as conseqüências de nossas escolhas. Os valores são normas sociais ? são pessoais, emocionais, subjetivos e refutáveis. As conseqüências são regidas por princípios e o comportamento por valores, portanto, valorizemos os princípios!

Terceiro dom: as quatro inteligências/capacidades de nossa natureza

Como mencionado anteriormente, as quatro magníficas partes de nossa natureza são corpo, mente, coração e espírito. A cada uma dessas partes corresponde uma capacidade, ou inteligência, que todos possuímos; nossa inteligência física ou corporal (QF), nossa inteligência mental (QI), nossa inteligência emocional (QE) e nossa inteligência espiritual (QS). Essas quatro inteligências são o terceiro dom de nascença. Exercício:
Covey verificou que quatro simples pressuposições podem tornar nossa vida mais integrada, equilibrada, poderosa. São simples ? cada uma para cada parte de nossa natureza ? mas, se aplicadas coerentemente, podem se tornar uma nova fonte de força e integridade à qual recorrer quando for mais necessário.

    1. Para o corpo ? imagine que sofreu um enfarto; agora viva de acordo com isso.

    2. Para a mente ? imagine que a meta de sua vida profissional é de dois anos; agora prepare-se como decorrência disso.

    3. Para o coração ? imagine que outra pessoa pode ouvir tudo o que você fala dela; agora fale de acordo com isso.

    4. Para o espírito – imagine que você tem um encontro pessoal com seu Criador a cada trimestre; agora viva de acordo com isso.

2. Expresse sua voz interior cultivando as mais altas manifestações dessas inteligências humanas ? visão, disciplina, paixão e consciência.

Quando estudamos a vida de todos os grandes realizadores ? os que tiveram a maior influência sobre outras pessoas e fizeram as coisas acontecerem ? , encontramos um padrão. Com esforço persistente e luta interior, ampliaram suas quatro inteligências ou capacidades humanas inatas. As manifestações mais elevadas dessas quatro inteligências são: visão para a mental; disciplina, para a física; paixão para a emocional; e consciência, para a espiritual. Essas manifestações também representam nossos mais elevados meios de expressar a própria voz.

Se você aplicar estes quatro elementos ? talento (disciplina), necessidade (visão), paixão e consciência ? a qualquer papel de sua vida, ele encontrará sua voz nesse papel.

Exercício
Um desafio: escolha dois ou três dos principais papéis de sua vida e, para cada um deles, faça-se as seguintes perguntas:

    1. Que necessidade sinto (em minha família, comunidade, organização em que trabalho)?

    2. Tenho algum talento verdadeiro que, se disciplinado e aplicado, pode atender à necessidade?

    3. A oportunidade de atender à necessidade desperta minha paixão?

    4. Minha consciência me leva a agir e me envolver?

Se você responder sim a estas quatro perguntas, e tornar o desenvolvimento de um plano de ação e sua aplicação um hábito, começará a encontrar sua verdadeira voz na vida ? uma vida de profundo significado, satisfação e grandeza.

Stephen Covey é autoridade em liderança, especialista em família, professor, autor e consultor organizacional respeitado internacionalmente. Visite os sites: www.stephencovey.com e www.franklincovey.com.br.
Para Saber Mais: O Oitavo Hábito ? Da Eficácia à Grandeza, de Stephen Covey (Editora Campus)
Onde encontrar: www.livrariascuritiba.com.br

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