Uma nova forma de dependência

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De repente você sente vontade de conversar. Liga o computador, conecta-se à Internet e pronto. Começa a falar com várias pessoas em uma sala de bate-papo. Identifica-se através de um ?nick? (apelido), e começa a troca de mensagens e, é claro, os envolvimentos. Quem não interessa é ignorado, sem constrangimento ? o que na vida real já não seria tão fácil. De repente você sente vontade de conversar. Liga o computador, conecta-se à Internet e pronto. Começa a falar com várias pessoas em uma sala de bate-papo. Identifica-se através de um ?nick? (apelido), e começa a troca de mensagens e, é claro, os envolvimentos. Quem não interessa é ignorado, sem constrangimento ? o que na vida real já não seria tão fácil. As conversas são cativantes. Sobre qualquer assunto. E podem ficar tão interessantes que atravessam a noite sem que os envolvidos notem.

Que efeitos e que conseqüências essa prática de navegar, bater papo e relacionar-se no mundo virtual causa na mente humana? Inconscientemente, ocorre um processo de transferência de realidade ? a mente começa a produzir e gerar mais satisfação do que o mundo real. Num processo gradativo e rápido, a dependência já está instalada. E gera dissabores como dispersão de raciocínio, ausência de seletividade (quem parece agradável é aceito independentemente de quem seja), procrastinação de outras tarefas; irregularidade nos horários, problemas de relacionamento com as pessoas do mundo real, além de efeitos colaterais como irritabilidade, insônia, dores na coluna, perda de apetite sexual, sonolência, obesidade, vista cansada e irritada, aumento inconsciente da agressividade, e o que é pior, uma tendência crescente ao isolamento.

Para se prevenir e evitar essas conseqüências é importante tomar alguns cuidados:

· Faça um mapa de atividades para uma auto-avaliação sobre o tempo dedicado ao mundo virtual. O saudável é que o real seja sempre maior que o virtual.

· Controle-se, não caia na rotina de ligar o micro como atividade prioritária.

· Não abra mão do senso de julgamento e seletividade, por mais sedutor que seja o ?papo? da outra pessoa. Não se empolgue para não se decepcionar.

Fazer terapia ajuda, pois quem está com o problema custa a admitir seu estado. Além do que, na terapia, há a oportunidade de identificar todos os fatores que impedem de se ter uma vida plena, equilibrada e feliz.

Frase: ?Nós podemos tomar por companhia a fantasia, mas se deve ter como guia a razão? ? Samuel Johnson

Prof. Rafael Angelo Abud é diretor da Sociedade de Psicanálise Transcendental e psicanalista, especializado em relacionamentos pela internet. E-mail: rafael.abud@globo.com.

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