Leia esta pequena fábula que encontrei na internet:
Duas pulgas conversavam, e uma comentou:
– O problema é que não voamos. Daí nossa chance de sobrevivência quando percebidas pelo cachorro é zero.
E contrataram uma mosca-consultora, entraram num programa de reengenharia de vôo e saíram voando. Mas logo a primeira pulga falou para a outra:
– Quer saber? Voar não é o suficiente. Temos de aprender com os pernilongos a nos alimentarmos com rapidez.
E um pernilongo lhes prestou uma consultoria para incrementar o tamanho do abdômen. Não resolveu. Como ficaram maiores, eram percebidas pelo cachorro, e espantadas antes mesmo de pousar. Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha:
– Vocês estão enormes! Fizeram plástica?
– Não, reengenharia. Agora somos pulgas adaptadas ao século 21. Voamos e podemos armazenar mais alimento.
– E por que estão com cara de fome?
– Isso é temporário. Já consultamos um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar. E você?
– Ah, vou muito bem, obrigada.
Era verdade. A pulguinha estava viçosa e bem alimentada. Mas as pulgonas não deram a pata a torcer:
– Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em reengenharia?
– Claro! Contratei uma lesma como consultora.
– Hã?
– Pedi à lesma que avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução. Ela passou três dias observando o cachorro e então me deu o diagnóstico.
– E o que ela sugeriu?
– Sente-se sempre no cocuruto do cachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança.
Muitas vezes, a grande mudança é uma simples questão de reposicionamento.
Um abraço e boa leitura, Raúl Candeloro Editor


